GESTÃO – Estudo aponta educação como o setor no qual o Estado mais evoluiu. Em contraponto, precisamos gerar mais chances para o jovem

Na década de 2004 a 2014, Pernambuco viveu um salto econômico e social. Estudo da Macroplan intitulado Desafios da Gestão Estadual (DGE) aponta que o Estado avançou nos 28 indicadores pesquisados. Os principais destaques foram o Ideb do Ensino Médio e o indicador de transparência. Apesar da boa notícia, Pernambuco ainda precisa continuar avançando em muitas áreas, como no indicador de pobreza e dos jovens nem nem nem (aqueles que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego).

O Estudo está em sua segunda edição e traz informações sobre os 27 Estados brasileiros, com base em 28 indicadores de fontes oficiais divididas em nove áreas de resultado (educação, saúde, segurança, infraestrutura,institucional, condições de vida, desenvolvimento social, juventude e desenvolvimento econômico).

?O estudo tem um foco estrutural, comparando o presente com o passado num intervalo de dez anos. Não se trata de uma abordagem conjuntural?, explica o diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto. Nesse contexto, Pernambuco foi o Estado que mais subiu de posição no ranking nacional, passando da 24ª posição em 2004 para a 12ª colocação em 2014. ?Pernambuco é o Estado do Nordeste mais bem posicionado no ranking brasileiro. Creditamos isso ao efeito da continuidade administrativa e boas práticas de vários  governantes nesse período (Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, Eduardo Campos e João Lyra Neto). Não é obra de um só governante?, diz. 

O economista exemplifica que o Acre teve a continuidade política dos irmãos Viana no intervalo do estudo, mas foi o Estado que caiu mais posições no Brasil (oito).

O resultado mais emblemático de Pernambuco foi a evolução do Ensino Médio. O Estado saltou da 19ª posição em 2004  para a 2ª colocação em 2015(apesar de fechar em 2014, o estudo já trouxe o Ideb do ano passado). No índice de transparência o Estado também foi destaque, ficando em segundo lugar no Brasil, atrás apenas do Espírito Santo. Na área da segurança, que vive um momento crítico atualmente, o Estado subiu da pior colocação (27ª posição) para o 17º lugar.

Falta política de inclusão para jovens

Pelo estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) realizado pela Macroplan, os jovens precisam estar na mira não só do governo estadual, mas também das gestões municipais, empresas e instituições. Pernambuco ocupa a terceira pior posição no ranking brasileiro quando o assunto são os jovens nem nem nem(que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego).Apesar de ter vivido um importante ciclo econômico nos últimos anos, no indicador de pobreza o Estado apresenta o quinto pior resultado. ?No caso dos jovens, há uma combinação de falta de oportunidade de trabalho com políticas sociais insuficientes para capturar esse jovem. Também é preciso ampliar o espectro das ações, que não devem ser localizadas mas integradas?, defende o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. Pernambuco tem o 3ºmaior indicador de jovens que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego do País (19,2%), sendo inferior apenas aos encontrados no Amapá (19,9%) e em Alagoas (22,9%).

Crise

Para o presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo, Claudio Gastal, o estudo é uma ferramenta de apoio aos governos para priorização de políticas públicas e benchmarks, além de possibilitar uma análise da qualidade e produtividade do gasto. ?Esse instrumento é um bem-público para governadores, secretários, gestores públicos, empresários e cidadãos. O cenário de crise é fato e é essencial que líderes tenham uma ferramenta de análise para a governança e gestão?, afirma.

Segundo Gastal, é essencial, ainda, que toda a sociedade possa acompanhar a evolução das políticas públicas.

 Na avaliação de Claudio Porto, Pernambuco vai passar bem pela crise porque se preparou nos últimos anos e conta com um ativo importante que é a capacidade de gestão. ?O Estado tem um diferencial competitivo  em relação ao Nordeste e deverá sair antes da crise porque está mais bem preparado?, defende Porto, lembrando que o a partir de 2016 o estudo será anual.

 

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