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Macroplan na mídia

Governador quer detalhamento de programas para cumprimento de metas

Marconi pede mais empenho e atenção para cumprimento das metas do Goiás Mais Competitivo nas diversas áreas do governo.

Em reunião de avaliação do programa Goiás Mais Competitivo, o governador Marconi Perillo (PSDB) solicitou, na manhã desta segunda-feira (20/6), aos executivos públicos, maior detalhamento dos projetos que compõem a carteira do programa e reforçou o pedido de empenho. O encontro, realizado na Sala de Situação do Governo, no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia, contou com participação de todo o secretariado.

O Goiás Mais Competitivo foi lançado em novembro de 2015 pelo governo estadual com o objetivo de criar uma agenda de atuação governamental para inserir o Estado de Goiás entre os mais competitivos do Brasil. Para isso, a execução dos projetos em todas as suas áreas finalísticas e a situação dos principais indicadores são acompanhadas por meio de uma central, com painéis interativos e dados em tempo real.

O diagnóstico situacional já foi concluído. A consultoria Macroplan, acompanhada pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), analisou indicadores do Estado, sendo 77 aprofundados, principalmente das áreas da Saúde, Educação e Segurança. Deste estudo, saíram 15 programas prioritários. Agora, a maioria das ações que vai dar vida aos programas prioritários junto às áreas fins está em fase de execução.

Marconi ressaltou que a reunião desta segunda-feira teve como objetivo realizar ajustes para vencer os desafios que estão sendo colocados. Ele ainda pediu ao secretariado maior detalhamento dos projetos em fase execução pelas pastas, com periodicidade mensal. “Precisamos de um detalhamento, em nível de atividade, para garantir intervenções tempestivas, antes que os problemas ocorram. É preciso especificar todos os planos e resultados, mesmo que estes, a princípio, estejam no vermelho”, frisou.

Destacou como positivo o trabalho das secretarias de Educação e Saúde no detalhamento de suas atividades. Na Segurança, Marconi disse que o secretário José Eliton começa a colher respostas. Na área de Infraestrutura, apesar da falta de recursos no ano passado, melhoria da malha rodoviária, aeroportos e saneamento básicos estão avançando. “A CGE e SED ainda precisam detalhar mais seus projetos”, avaliou.

“No geral, todos os executivos estão trabalhando para atingirmos os resultados do Goiás Mais Competitivo. Mas agora é hora de nos dedicarmos mais ainda”, observou. Ele disse que o Inova Goiás se soma a este programa para diminuir os efeitos da crise econômica que atravessa o País e colocar como um dos maiores casos de sucesso de competitividade. “Isso levará Goiás a colher bons resultados”, avaliou.

Macroplan na mídia

Ajuda federal é um terço das isenções fiscais do Rio

Obrigado a decretar estado de calamidade pública financeira para poder receber ajuda federal e honrar seus compromissos com os Jogos Olímpicos, o governo do Rio vai dar em isenções fiscais o triplo do que o que receberá em ajuda do governo federal.

O auxílio estimado em R$ 2,9 bilhões ao governo do Rio equivale a um terço das isenções fiscais a serem concedidas no Estado neste ano, estimadas em R$ 8,7 bilhões pela Secretaria de Planejamento e Gestão.

A renúncia fiscal é alvo de auditorias do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que aponta descontrole na concessão do benefício. Segundo técnicos do órgão, a perda de receita pode ser até três vezes maior.

O Rio decretou na sexta (17) estado de calamidade pública em razão da crise financeira na administração. Uma das razões apontadas são os compromissos assumidos para a organização da Olimpíada.

A auditoria do TCE diz que há descontrole até na renúncia fiscal para o evento.

Segundo o tribunal, o sistema da Secretaria de Fazenda registra só uma empresa beneficiária da isenção concedida para fornecedores do evento entre 2010 e 2014, num total de R$ 60 mil.

No mesmo período, o comitê organizador da Rio-16 assinou mais de 2.000 contratos com fornecedores, grande parte elegível a receber o benefício.

Segundo relatório aprovado em março, o descontrole permite que empresas sem relação com os Jogos usufruam de vantagens irregularmente.

A concessão de isenções fiscais é alvo de críticas no Rio desde o agravamento da crise financeira. Projeto de lei na Assembleia Legislativa prevê a proibição de novas renúncias por quatro anos.

O governador em exercício, Francisco Dornelles, concorda com a suspensão por dois anos. Contudo, até o momento, o projeto não foi a votação.

RENEGOCIAÇÃO

O economista Claudio Porto, presidente da consultoria Macroplan, defende que o Estado renegocie as regras de isenção inclusive com as empresas já beneficiadas. Ele considera que o corte unilateral de vantagens já concedidas pode ser considerada “quebra de contrato”.

“O que poderia ser feito é negociar com as empresas um período de transição para acabar com os incentivos, talvez ao longo de dez anos. E criar regras de transição”, disse o consultor, que tem clientes no setor público.

A economista Margarida Gutierrez, do Coppead/UFRJ, diz que o valor renunciado pelo Estado faria “muita diferença” para os cofres público do Rio, mas concorda que cortar os benefícios concedidos seria arriscado.

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB), autor do projeto, afirma que “a renúncia fiscal virou uma avalanche e se perdeu o controle dela”.

“Estamos em um momento em que não podemos abrir mão de nem R$ 1”, disse.

OUTRO LADO

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico afirma que os incentivos fiscais são essenciais “na atração de novas indústrias e na manutenção de investimentos para o Estado”.

“A concessão de incentivos não só é benéfica pela atração da indústria em si como pelo desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores, além da prestação de serviços que é estimulada por investimentos.”

Para o governo, suspender a concessão dos benefícios afetaria a competitividade na disputa por atração de indústrias. “Seria como se estivéssemos em uma guerra usando estilingue enquanto o outro lado usa [o fuzil] AR-15.”

A secretaria afirmou que 70% das isenções dadas foram concedidas em nível federal, no âmbito do Confaz.

A pasta diz ainda que as isenções dadas por iniciativa do Estado em 2015, calculada em R$ 2,9 bilhões, renderam três vezes mais em arrecadação de ICMS.

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

1) O que é o estado de calamidade pública?

De acordo com a lei, “situação de alteração intensa e grave das condições de normalidade em um determinado município, Estado ou região, decretada em razão de desastre, comprometendo substancialmente sua capacidade de resposta”; precisa ser decretado em publicação oficial do Estado ou município e reconhecido pelo Poder Executivo federal em no máximo dez dias.

2) Quais os efeitos do estado de calamidade na administração?

O decreto cria uma “situação jurídica especial”, que permite a emissão de créditos adicionais extraordinários, ou seja, autorizações de despesas não computadas na Lei de Orçamento; dispensa a obrigatoriedade de licitações para contratação de obras e serviços. O decreto do governo do Rio autorizou as “autoridades competentes” a adotar “medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”.

3) Quanto tempo dura a decretação do estado de calamidade?

180 dias a contar de sua publicação no “Diário Oficial”.

4) O estado de calamidade pode ser decretado por questões financeiras?

Não há unanimidade entre especialistas. A instrução normativa do Ministério da Integração Nacional que regula o assunto diz que é necessária a ocorrência de “desastre de grande intensidade”.

4) O que é “desastre”?

É definido como “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um cenário vulnerável, causando grave perturbação ao funcionamento de uma comunidade ou sociedade, envolvendo extensivas perdas e danos humanos, materiais, econômicos ou ambientais, que excede a sua capacidade de lidar com o problema usando meios próprios”. O conceito traz implícita a noção de imprevisibilidade. Para que um desastre seja classificado como “de grande intensidade”, precisa ter causado certos danos humanos, materiais, ambientais ou perdas econômicas.

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CRONOLOGIA DA CALAMIDADE

1º.jan.2015

O governador Pezão anuncia corte de 20% em todas as secretarias

23.dez.2015

PEzão decreta situação de emergência na saúde. Governo federal anuncia repasse de R$ 155 milhões ao Estado, e a Prefeitura do Rio anuncia empréstimo da ordem de R$ 100 milhões.

> No mesmo mês, o governo do Rio abole os subsídios ao transporte público criados após as manifestações em 2013, que tinham como origem a crítica à tarifa no setor.

31.dez.2015

Ministério da Saúde libera a primeira parcela de R$ 45 milhões para ajudar a combater o caos na rede estadual de saúde

5.jan.2016

Prefeitura anuncia que assumiria a gestão de dois hospitais estaduais: o Albert Schweitzer e o Rocha Faria, ambos na zona oeste da cidade.

4.fev.2016

Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão anuncia que prevê rombo de R$ 18,4 bilhões.

18.abr.2016

Sob pena de arresto de R$ 1,07 bilhão das contas do Estado, Justiça do Rio determina que o Rioprevidência pagasse a aposentados e pensionistas que não haviam recebido seus vencimentos de março.

26.abr.2016

Justiça arresta R$ 648 milhões das contas estaduais para pagar aposentados e pensionistas que não receberam.

9.jun.2016

Dornelles anuncia pacote de cortes que englobam a suspensão do Renda Melhor; restrições do Bilhete Único; extinção de cinco secretarias e restrição de 30% nos gastos com custeio ou pessoal. A economia com as medidas vai de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões, insuficiente para cobrir o rombo calculado em R$ 19 bilhões no orçamento do Estado.

 

 
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Conferência das Cidades: Romero Rodrigues defende cidade mais inclusiva

Prefeito de Campina Grande abriu Conferência das Cidades que discute nova política urbana para o município

Em clima de São João, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, abriu na noite desta sexta-feira (17), no auditório do Centro de Tecnologia Educacional Professor Severino Loureiro (CTE), a 6ª Conferência Municipal da Cidade de Campina Grande. O gestor destacou que o objetivo do evento é ‘discutir a política, aproximando as ações dos  governos à realidade da população’.

Até as 17h deste sábado, 18, o evento se estende com palestras, exposições e debates, sempre dentro do contexto do tema, que é ‘A Função Social da Cidade e da Propriedade: Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas’.

“Os debates que serão realizados aqui, vão construir argumentos sólidos em torno das demandas das necessidades de Campina Grande. E que nós possamos escolher pessoas com independência política, delegados que possam realmente representar bem a cidade nas conferências em nível estadual e nacional”, discursou o prefeito.

Romero salientou ainda que o intuito de todos os participantes da conferência, independente do matiz ideológico, é construir uma cidade melhor.

Entre vereadores, secretários, líderes comunitários e demais autoridades presentes, destaque para Claudio Porto, presidente da empresa Macroplan, que vem realizando os estudos do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Campina Grande para os próximos 20 anos. “A cidade está no caminho certo. Realizar um planejamento como esse que está em andamento aqui é certeza de que bons frutos serão colhidos. Na década passada, tivemos a satisfação de tocar um projeto igual em Belo Horizonte. Hoje, a capital mineira cresce e se desenvolve mais do que outras grandes cidades, justamente por conta dos resultados do plano estratégico. Campina Grande, como a gente costuma dizer, é uma cidade de identidade forte, onde as pessoas que vivem nela não são indiferentes ao seu lugar. É por isso que estamos seguros: esse planejamento vai traçar uma rota muito adequada para que a cidade supere os novos desafios que estão colocados no caminho”, comentou Porto.

Além do presidente da Macroplan, a professora da Universidade Federal de Campina Grande, Lívia Miranda, também discutiu o tema ‘O Planejamento Urbano como apoio à função social’. Por sua vez, o secretário de Planejamento  e Obras do município, André Agra, abordou palestra sobre ‘O Caso do Complexo Aluízio Campos’.

Às 8h deste sábado, 18, a programação segue com a apresentação do Regimento Interno da Conferência. Depois, serão discutidas as seguintes temáticas: ‘O Plano Diretor de Campina Grande’, com a participação da arquiteta Morgana Targino; ‘A cidade que queremos: com saneamento ambiental, segurança hídrica e moradia para todas as pessoas’, tema que será abordado pela professora Patrícia Feitosa, da UFCG e o secretário André Agra; e ‘A função social da cidade e da propriedade’, que será apresentado pela professora Hilmária Xavier, da Universidade Estadual da Paraíba.

No período da tarde, serão apresentadas as propostas dos grupos de trabalho para eleição das três que serão levadas para discussão na Conferência Estadual, a ser realizada nos dias 15, 16 e 17 de março de 2017, em local ainda a ser definido.

A 6ª Conferência Municipal da Cidade de Campina Grande segue aberta ao público e contará com as seguintes categorias de participantes: I ? delegados (as) por seus respectivos segmentos, respeitando os percentuais definidos pelo Regimento da 6ª Conferência Nacional das Cidades; II ? observadores; III- convidados, e; IV- expositores e palestrantes.

Mesmo a Conferência sendo aberta à sociedade, a organização do evento lembra que apenas as delegadas e delegados terão direito a voz e voto, gerando como resultado das discussões um relatório final, a partir da sistematização das propostas aprovadas, que será enviado à Comissão Organizadora Estadual competente.

 

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“Mais Gestão”: site reúne boas práticas de gestão pública

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) acaba de lançar o “Mais Gestão”, um site que pretende reunir boas práticas de gestão pública em todo o Brasil. A novidade foi apresentada durante o Encontro Anual 2016, evento que reuniu, em São Paulo, mais de 20 prefeitos, além dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Góias Marconi Perillo e do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. A Macroplan apoiou a concepção do “Mais Gestão” elaborando as especificações para desenvolvimento da plataforma.

No site www.maisgestao.org.br é possível buscar as boas práticas já cadastradas e classificadas por temas como Educação, Saúde, Segurança Pública, Meio ambiente, Cultura, entre outros. O MBC e a Macroplan também se preocuparam em criar um modelo metodológico para orientar os gestores públicos que queiram implantar uma boa prática. “A Macroplan desenvolveu as metodologias de transferência a partir de duas experiências de sucesso, já incluídas na plataforma”, relembra Rodrigo Souza, consultor da Macroplan que acompanhou o projeto.

Os gestores públicos que queiram compartilhar uma boa prática também podem fazê-lo através do site. Basta fazer um rápido cadastro e, ao receber sua senha de acesso exclusivo, preencher o formulário específico de relato de uma experiência de sucesso.

Segundo o consultor da Macroplan, o Mais Gestão pode gerar uma mudança positiva na gestão pública brasileira, uma vez que os gestores podem aprender como já foi feito e, com isso, economizar tempo e dinheiro na implantação de uma solução para seu problema. “Se alguém já tem a solução de um problema que você possui, é razoável que se procure aprender primeiro como isso aconteceu ao invés de tentar ‘recriar a roda'”, avalia Souza.

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São José dos Campos traça cenários para o futuro

A cidade de São José dos Campos (SP) completou 249 anos com um olhar para o futuro. O município, o segundo mais populoso do interior do Brasil, contou com apoio da Macroplan para identificar os principais desafios estratégicos e impactos para futuro da cidade no médio e no longo prazos.

Cerca de um mês antes do aniversário da cidade, celebrado em 27 de julho, o Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento (IIPLAN) de São José dos Campos promoveu uma oficina de reflexão estratégica, reunindo membros do seu conselho e lideranças locais. No encontro, foram debatidas questões sobre o futuro de São José dos Campos, com foco nas questões econômicas, sociais, urbanas e culturais.

Para apoiar a reflexão, a Macroplan elaborou e apresentou cinco cenários para São José dos Campos,focados em questões sócio-econômicas e urbe-culturais. As projeções têm como horizonte o ano de 2035 e apontam para as diferentes prospecções:

Cenário 1: Tecnologia e conhecimento são protagonistas de uma cidade integrada e vibrante.

Cenário 2: Tecnologia e conhecimento emergem em uma cidade voltada para o trabalho e o estudo

Cenário 3: Uma cidade inclusiva e bem cuidada, com economia de base industrial.

Cenário 4:  Uma cidade voltada para o trabalho e o estudo, com base econômica industrial.

Cenário 5: Em estagnação e lento declínio econômico, a cidade torna-se decadente

“A oficina permitiu um importante debate, com grande envolvimento de atores relevantes da cidade na reflexão estratégica de longo prazo. Os participantes tiveram a oportunidade de identificar implicações, impactos, oportunidades e ameaças associadas a cada cenário”, lembra Juliana Kircher, consultora da Macroplan responsável pelo trabalho em São José dos Campos.

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Inovação pauta planejamento estratégico do Parque Teconológico da UFRJ

A crise do mercado mundial de Óleo & Gás, provocada pela baixa de preços nos barris de petróleo, vem fazendo com que  empresas e outros players busquem alternativas para manter e impulsionar negócios. Atuando com foco nesse setor desde sua fundação, o Parque Tecnológico da URFJ aposta na  inovação como o caminho para superar desafios do cenário atual. Com apoio da Macroplan, a instituição prepara seu planejamento estratégico para 2045 construindo estratégias que permitam ampliar seu ecossistema de inovação.

“O setor de Óleo & Gás é uma das principais vocações econômicas do Estado do Rio e, por isso, sempre foi o foco do Parque Tecnológico da UFRJ, mas o cenário atual vem dificultando investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento e a inovação é o caminho para aumentar produtividade e reduzir custos. Diversificar os tipos e portes de empresas instaladas no parque contribui para a formação de parcerias e, consequentemente, soluções inovadoras”, analisa Juliana Kircher, consultora da Macroplan responsável pelo projeto de planejamento estratégico da instituição.

Como parte do trabalho, o Parque Tecnológico da UFRJ está promovendo quatro painéis temáticos de discussão sobre temas que podem impactar o futuro da instituição. A inovação no século XXI foi discutida sob o prisma das políticas, financiamento e tecnologia. O futuro do Rio de Janeiro e seus setores vocacionais também serão temas de debate como parte da proposta estratégica do Parque, além do Futuro da Universidade e as Tendências para energias alternativas e economia de baixo carbono.

Os resultados dos painéis temáticos servirão de insumo para a construção de cenários no horizonte 2045, que serão elaborados pela equipe do Parque Tecnológico com o apoio da Macroplan. A consultoria já finalizou a fase de entrevistas do planejamento estratégico. Foram ouvidas dez lideranças nacionais, especialistas e formadores de opinião, além de três grupos focais com empresas do Parque Tecnológico da UFRJ e representantes da universidade.

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FIPECq Vida conclui Plano Estratégico para 2025

Nos próximos 10 anos, o mercado de saúde privada pode sofrer impactos significativos de movimentos socioeconômicos, regulatórios, comportamentais e tecnológicos. Envelhecimento populacional, maior rigor sobre a atuação de planos de saúde, aumento de fatores de risco e incentivo à prevenção de saúde, além da crescente incorporação de tecnologias aos serviços de saúde, são apenas algumas tendências que podem influenciar o setor.

Atenta a esse cenário de incertezas, a FIPECq Vida elaborou um plano estratégico que contemplou uma análise do ambiente interno e externo, pesquisas e entrevistas. O levantamento desdobrou-se em estratégia e esta em uma carteira de projetos prioritários que serão implementados até 2025, sob um modelo de gestão e monitoramento customizado. O trabalho, inédito na instituição, foi desenvolvido com apoio da Macroplan.

Ao longo de 15 meses, foram realizadas entrevistas e pesquisas, com colaboradores, clientes e ex-clientes, para obter a percepção sobre os produtos e serviços da FIPECq Vida. Análises estratégicas, como o contexto do setor de saúde no mundo e no Brasil, um levantamento sobre o mercado de saúde suplementar e um mapeamento de tendências e incertezas de saúde e seus impactos no mercado de saúde suplementar no Brasil, ajudaram a contextualizar a atuação da instituição e analisar seu portfólio de produtos com um olhar para o futuro.

Com base nas informações, foi possível formular a estratégia de atuação da FIPECq Vida para os próximos 10 anos, incluindo a proposta de valor e os objetivos estratégicos da organização. “A estratégia mais adequada para a instituição é de crescimento, dadas as suas características e a análise do ambiente de mercado. Elaboramos indicadores e metas para cada objetivo estratégico e definimos uma carteira de projetos estratégicos”, explica Rodrigo Souza, consultor da Macroplan que foi responsável pelo projeto.

Aumento de autonomia e responsabilidade da equipe garantem conquistas imediatas

Além da estratégia, foi elaborado um modelo de gestão da estratégia, projetos e processos. Esta foi uma etapa especialmente importante, já que foi a primeira vez em que equipe da FIPECq Vida trabalhou com um modelo estruturado de elaboração de plano estratégico. “Um núcleo de monitoramento foi criado para acompanhar a aplicação do modelo de gestão e monitorar os indicadores dos projetos e da estratégia. Elaboramos até os instrumentos que eles vão utilizar no dia-a-dia, como seus processos, modelos de relatórios e agenda de reuniões, entre outros recursos que vão apoiar a implementação da estratégia”, relembra Souza.

O objetivo do Plano Estratégico 2025 da FIPECq Vida é que, ao final do período, a instituição apresente um portfólio com mais e melhores serviços e benefícios a seus associados. No entanto, algumas conquistas foram imediatas, como conta Rodrigo Souza: “A organização como um todo se apropriou do projeto e os colaboradores estão com uma postura muito mais ativa para ouvir as demandas dos associados e oferecer produtos e benefícios relevantes para cada público-alvo da FIPECq Vida”.

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Macroplan entrega última etapa do projeto MAIS RN

A reunião mensal da Diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), realizada nesta sexta-feira, 03, na Casa da Indústria, contou com apresentações da última etapa do projeto MAIS RN, feita pelo diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto.

O MAIS RN relaciona quatro eixos estratégicos e destaca 25 oportunidades, de um conjunto de cerca de 400 oportunidades mapeadas. O estudo prevê investimentos privados e públicos da ordem de R$ 171 bilhões para os próximos vinte anos., 

Claudio Porto fez uma explanação sobre como se deu a construção do MAIS RN, destacando passivos e ativos para o estado alcançar o desenvolvimento. Entre os fatores potenciais para desenvolver o Rio Grande do Norte figuram no estudo a localização geográfica, energia renovável, reservas minerais e centros de excelência. Como gargalos aponta a carência de infraestrutura e logística e insuficiência de qualificação. “A estratégia é alavancar os ativos e neutralizar os passivos”, disse Porto.

O economista Marcos César Formiga, Assessor Técnico Corporativo do Sistema FIERN, fez uma breve explanação sobre o MAIS RN, agradecendo o empenho de todos os funcionários do Sistema e dos empresários para a elaboração do projeto. “Temos hoje um produto bem concebido”, afirmou.

O presidente Amaro Sales de Araújo fez a entrega de um exemplar impresso do projeto ao empresário Thiago Gadelha, e o vice-presidente Pedro Terceiro entregou ao secretário Flávio Azevedo.”Este é um projeto para as próximas gerações”, destacou Amaro Sales.

 

 

 

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Expectativas positivas

O sucesso ou fracasso  do governo Temer dependerá rigorosamente dos ajustes econômicos que permitam ao país retomar minimamente  o crescimento em 2018. Esta é a ideia central para a qual convergem as opiniões dos entrevistados de uma pesquisa feita pela consultoria Macroplan, especializada em estratégia e cenários futuros, sobre expectativas do desempenho do governo provisório.

Na sondagem realizada entre  os dias 13 e 19 de maio  junto a uma amostra de 82 empresários, executivos, economistas, cientistas políticos, gestores públicos e jornalistas  de todas as regiões do país, foi solicitada a avaliação de quatro cenários plausíveis, alicerçadas na evolução das votações da admissibilidade do impeachment nas duas casas do Congresso e nos primeiros movimentos do novo Governo. São eles:

FRACASSO TOTAL: O governo transitório de Temer não dá certo e Dilma retorna à Presidência. (6% )

FRACASSO PARCIAL: Dilma é afastada definitivamente, mas o governo Temer ‘patina’, só consegue realizar os ajustes econômicos parciais e não conquista a confiança do mercado. O quadro econômico mantém-se adverso e seu governo mergulha num processo de ‘sarneyzação’. (30%)

SUCESSO PARCIAL: Dilma é afastada definitivamente. O governo Temer realiza os ajustes econômicos emergenciais. Emplaca agenda mínima de reformas. Conquista a confiança do mercado, o ciclo econômico ajuda e o Brasil volta a crescer moderadamente em 2018. (48%)

SUCESSO AMPLO: Dilma é afastada definitivamente. O governo Temer realiza os ajustes econômicos e políticos essenciais e inicia um vigoroso ciclo de reformas. Conquista a confiança do mercado, o ciclo econômico ajuda e o Brasil volta a crescer fortemente em 2018. (16%)

O resultado da pesquisa revelou que há razões de sobra para  o otimismo. “Apesar de  ainda restar um elevado nível de incerteza quanto ao desdobramento desta crise, há uma expectativa positiva dominante”, analisa o presidente da Macroplan, Claudio Porto

De acordo com a sondagem, 64% dos  entrevistados apostam em um cenário de sucesso (parcial ou amplo), contra 36% com prognóstico negativo, uma proporção de quase 2 por 1 (1,78 por 1 para ser preciso).

A expectativa mais frequente (48% dos entrevistados) indica um otimismo moderado e ‘sucesso parcial’ do Governo Temer.

Neste cenário, o Brasil sai da ‘UTI econômica’, realiza algumas reformas e retoma algum crescimento a partir de 2018. É um cenário que sugere a superação da fase mais aguda da crise, mas não o encaminhamento da solução de todos ou dos maiores obstáculos estruturais a um novo ciclo de crescimento sustentado, provavelmente em face das resistências políticas a medidas mais drásticas e/ou ao significativo passivo de problemas econômicos herdados da gestão anterior.

Já a chance de sucesso total do governo Temer alcança 16% da média das probabilidades. Neste cenário o Brasil não apenas sai da ‘UTI econômica’, mas também viabiliza os ajustes econômicos e políticos essenciais, e dá partida a um vigoroso ciclo de reformas, que melhora muito o clima econômico.

Esta mudança, em combinação virtuosa com a reversão do ciclo econômico, levaria o Brasil a retomar um crescimento forte a partir de 2018. Na sondagem da Macroplan, contudo, fica evidente que as expectativas negativas não podem ser desprezadas: 36% acreditam que o Governo Temer fracassará total ou parcialmente.

Entre os pessimistas, 30% sinalizam que  o governo Temer somente  logrará ajustes econômicos pontuais e, consequentemente, perderá a confiança dos mercados, e experimentará um progressivo processo de ‘sarneyzação’, ou uma espécie de ‘reedição do Levy’ e do ‘pós-Levy’, com  o governo acumulando derrotas no Legislativo e enfrentando uma progressiva deterioração de expectativas dos agentes econômicos.

Finalmente, o cenário menos provável é o de retorno de Dilma Roussef à Presidência da República, movida por um fracasso amplo do governo interino de Temer: a probabilidade atribuída a este cenário é de apenas 6%. “Hoje, para a quase totalidade dos analistas, este é um cenário implausível. Mas a boa prática de análise prospectiva recomenda que não façamos o seu descarte imediato”, recomenda Claudio Porto, ressaltando que  o principal fator de incerteza a considerar é a evolução da ‘Lava Jato’ que adiciona um elevado nível imprevisibilidade à conjuntura político-institucional e mesmo criminal nesta ‘arena’.

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Seminário aponta prioridades para Espírito Santo

O Governo do Espírito Santo realizou nos últimos dias 29 e 30 de abril o Seminário de Planejamento Estratégico, onde analisou e estabeleceu prioridades para o Estado. O encontro teve como objetivo debater os grandes desafios, entregas e resultados do governo para a sociedade capixaba no ciclo de 2016. No seminário ocorreram momentos de discussão, reflexão e interação da equipe que será alinhada em torno de objetivos, entregas e resultados da administração estadual.

A Macroplan teve papel importante neste evento e foi responsável por acompanhar todo o processo de Planejamento Estratégico para o Ciclo 2016 no âmbito de projeto de consultoria à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), responsável pelo processo no governo capixaba. “Participamos ativamente na identificação das tendências e balizamentos político-institucionais, econômicos, fiscais e orçamentários para o ciclo de planejamento estratégico 2016, bem como das premissas e restrições a serem consideradas neste período de travessia”, explica Alexandre Mattos diretor da Macroplan responsável pelo projeto.

O período que antecedeu o Seminário compreendeu uma mobilização dos membros do governo e uma avaliação da realização das principais entregas planejadas no ciclo 2015, assim como uma revisão e definição das principais prioridades e entregas para o ciclo 2016. O evento contou com a presença do Governador e do Vice-Governador do Estado, além de mais de 150 pessoas, entre Secretários e Subsecretários de todas as pastas, além do presidente da Macroplan, Claudio Porto.

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Projeto Recife 500 anos avança com grandes desafios para 2016

O Projeto Recife 500 anos encerrou o ano de 2015 com importantes avanços e grandes desafios para 2016. Lançado em setembro, o projeto tem como objetivo construir um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Médio e Longo Prazos para a cidade do Recife. De lá para cá, a equipe da Macroplan, que atua no projeto, auxiliou na realização das pesquisas de opinião, no diagnóstico da evolução recente da cidade, na análise comparativa do desempenho do Recife frente a cidades equivalentes, na construção de cenários alternativos para a cidade no futuro e na elaboração da visão de futuro preliminar da cidade.

Como parte do projeto, as pesquisas de opinião vêm sendo realizadas paralelamente de diferentes formas. “Já foram ouvidos cerca de 3.500 recifenses sobre o atual momento e o futuro desejado para a cidade, por meio de pesquisas qualitativas, quantitativas, via internet e através das oficinas de futuro, que foram realizadas nas 6 RPAs (Regiões Político Administrativas) da cidade”, explica João Salles, gerente do Projeto pela Macroplan.  

O diagnóstico realizado sobre a evolução recente do Recife, entre 1990 e 2015, no contexto municipal e metropolitano, resultou na síntese dos cinco principais desafios para o Recife no médio e longo prazos:

1. Construir uma cidade menos desigual

2. Enfrentar a vulnerabilidade da cidade frente aos impactos das mudanças climáticas e dos problemas ambientais 

3. Ampliar a oferta, valorizar e democratizar espaços públicos e construir um novo padrão de civilidade e convivência

4. Fazer do Recife uma cidade competitiva, inovadora e de referência como polo terciário nacional

5. Transitar para um novo padrão de ocupação do território e mobilidade

Também foi realizada uma análise comparativa do desempenho de Recife em relação às cidades equivalentes, outras 16 cidades brasileiras com mais de um milhão de habitantes (IBGE, estimava 2014) e outras 14 Regiões Metropolitanas. “Além de buscar boas práticas e casos de referência para a cidade (42 experiências no total), nesta etapa foram sinalizados quatro grandes saltos que precisam ser realizados na cidade: no âmbito social, um salto via educação em todos os níveis; no econômico, avanço na direção dos serviços avançados; na qualidade urbana, uma melhora através de mais e melhor mobilidade; e em sustentabilidade via Rio Capibaribe”, descreve o gerente.

Com base nos insumos levantados nas etapas anteriores do projeto, foi produzido e apresentado na reunião do Conselho Recife 500 Anos, realizada em dezembro de 2015, o Caderno de Trabalho com a narrativa e sínteses preliminares da Visão de Futuro do Recife. No evento, foi realizada uma dinâmica para aprofundamento e validação da visão e, após a consolidação do resultado, será devolvida à sociedade para debate. “A partir daí, já será possível elaborar as estratégias de desenvolvimento e a carteira de projetos estratégicos. Será preciso também alinhar toda a estratégia de desenvolvimento da cidade com os processos de planejamento e gestão do Recife para definir o modelo de gestão focado em resultados”, complementa João Salles.

 
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À espera da retomada

Alívio. É o que o país espera depois da votação, hoje, da admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Governistas esperam que ele seja rejeitado e que, assim, possam ser votadas medidas para reverter a crise. A oposição, que tem chances de vencer hoje, espera formar um novo governo em torno de Michel Temer no cargo de presidente da República, com um ministério de notáveis e mais respaldo para aprovar reformas do que o atual governo.

Analistas de mercado são, na maioria, otimistas com as chances de um governo Temer – menos do que há algumas semanas, porém. No cenário em que Dilma permanece no cargo, predominam aspectos negativos, embora haja alguns sinais favoráveis. A piora das perspectivas com Temer no poder se explica pela deterioração das perspectivas de crescimento do país. “Não haverá tempo para reverter isso neste ano. Na melhor das hipóteses, poderá acontecer em 2017”, alerta Thaís Marzola, economista-chefe da Rosenberg Associados. A previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 passou de 4,2% para 4,5% em algumas semanas. Sob Dilma, passou de 4,5% para 5,5% negativos.

“O ambiente político está muito tóxico, e continuará assim, mesmo com Temer”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para a América Latina da consultoria internacional Eurásia. Ele alerta também para o fato de que a Lava-Jato vai continuar, e pode dificultar a vida de Temer. Além disso, haverá protestos de sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT, partido que sairia derrotado do processo. Os que veem sinais de melhora significativos chamam atenção para o fato de que Temer já chega com maioria formada no Congresso, e, negociador habilidoso, terá condições de até mesmo ampliá-la.

“O impeachment não é solução para nada. Mas a crise econômica nos empurrou para cá. É de esperar que surjam, a partir disso, soluções para o quadro que enfrentamos”, diz a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. “É possível termos uma confiança desconfiada, ainda que não entusiasmada”, comenta o economista Claudio Porto, presidente da Macroplan. Na avaliação dele, será possível aprovar medidas importantes, como a mudança das regras do Pré-Sal, já votadas parcialmente. Com menos obrigações para a Petrobras, que está sem caixa, devem voltar os investimentos no setor de óleo e gás, cuja queda é responsável pela maior parcela do tombo sofrido pela taxa de investimentos nos últimos anos. “O ambiente político está muito tóxico, e continuará assim, mesmo com Temer”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para a América Latina da consultoria internacional Eurásia. Ele alerta também para o fato de que a Lava-Jato vai continuar, e pode dificultar a vida de Temer. Além disso, haverá protestos de sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT, partido que sairia derrotado do processo. Os que veem sinais de melhora significativos chamam atenção para o fato de que Temer já chega com maioria formada no Congresso, e, negociador habilidoso, terá condições de até mesmo ampliá-la. 

Porto também espera um “freio de arrumação” nos fundos de pensão, que enfrentam sérios desequilíbrios. Além disso o governo poderá conseguir a aprovação de regras, como a do teto para gastos públicos. São propostas que o atual governo tentou emplacar sem sucesso, diante do esfacelamento da base de apoio. “Temer conseguirá atrair nomes de destaque para os ministérios”, diz Zeina. Os ex-presidentes do Banco Central, Armínio Fraga e Henrique Meirelles teriam grande trânsito não só no mercado, mas também na administração pública, na qual já atuaram. É também o caso do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, ex-secretário do Tesouro Nacional e diretor do Fundo Monetário Internacional.

Porto duvida, como a maior parte do mercado, que será possível aprovar uma reforma da Previdência. Zeina está na minoria confiante. “Poderá ser aprovado algo para o futuro, com regras de transição, que ajudaria a volta da confiança”, explica. Ela espera também a retomada do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), iniciada por Joaquim Levy.

Na eventualidade de o governo Dilma continuar, uma vantagem imediata seria a retirada do processo de impeachment do meio do caminho. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva teria maior ascendência sobre o governo e poderia usar seu capital político para aprovar reformas. “Ele vai tentar fazer uma nova carta aos brasileiros, a exemplo da que fez em 2002, na campanha”, diz Castro Neves. Dilma seria apenas a ocupante do cargo de presidente, não a responsável pelas decisões. Lula tenderá fazer um discurso para a esquerda do partido, mas com políticas mais ao centro, na tentativa de conseguir a maioria no parlamento. “Mas ele não vai contar com a tolerância que Temer terá”, avisa Castro Neves. Há várias dúvidas no horizonte, com a permanência de Dilma no cargo. Uma delas é o surgimento de novos processos de impeachment, que poderão reacender a instabilidade.

A economista chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, avisa que a possível chegada de Temer ao Palácio do Planalto estancaria a sangria nas contas públicas e traria de volta parte da confiança perdida nos últimos cinco anos. Apesar de acreditar na habilidade política do vice-presidente, ela alerta que ele precisará costurar acordos com os parlamentares para aprovar as reformas necessárias ao país. Com a aprovação desses projetos, a inflação cederá, os juros devem cair e a economia iniciará um processo de retomada a médio prazo. “Não significa que ele será o salvador da pátria. Precisamos aumentar impostos, em um primeiro momento”, afirmou. Nas contas dela, caso Dilma continue, o déficit nas contas públicas pode ultrapassar 3% do Produto Interno Bruto (PIB) porque o governo não conseguirá as receitas extraordinárias previstas no orçamento.