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Macroplan na mídia

Maiores avanços em 10 anos

GESTÃO – Estudo aponta educação como o setor no qual o Estado mais evoluiu. Em contraponto, precisamos gerar mais chances para o jovem

Na década de 2004 a 2014, Pernambuco viveu um salto econômico e social. Estudo da Macroplan intitulado Desafios da Gestão Estadual (DGE) aponta que o Estado avançou nos 28 indicadores pesquisados. Os principais destaques foram o Ideb do Ensino Médio e o indicador de transparência. Apesar da boa notícia, Pernambuco ainda precisa continuar avançando em muitas áreas, como no indicador de pobreza e dos jovens nem nem nem (aqueles que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego).

O Estudo está em sua segunda edição e traz informações sobre os 27 Estados brasileiros, com base em 28 indicadores de fontes oficiais divididas em nove áreas de resultado (educação, saúde, segurança, infraestrutura,institucional, condições de vida, desenvolvimento social, juventude e desenvolvimento econômico).

?O estudo tem um foco estrutural, comparando o presente com o passado num intervalo de dez anos. Não se trata de uma abordagem conjuntural?, explica o diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto. Nesse contexto, Pernambuco foi o Estado que mais subiu de posição no ranking nacional, passando da 24ª posição em 2004 para a 12ª colocação em 2014. ?Pernambuco é o Estado do Nordeste mais bem posicionado no ranking brasileiro. Creditamos isso ao efeito da continuidade administrativa e boas práticas de vários  governantes nesse período (Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, Eduardo Campos e João Lyra Neto). Não é obra de um só governante?, diz. 

O economista exemplifica que o Acre teve a continuidade política dos irmãos Viana no intervalo do estudo, mas foi o Estado que caiu mais posições no Brasil (oito).

O resultado mais emblemático de Pernambuco foi a evolução do Ensino Médio. O Estado saltou da 19ª posição em 2004  para a 2ª colocação em 2015(apesar de fechar em 2014, o estudo já trouxe o Ideb do ano passado). No índice de transparência o Estado também foi destaque, ficando em segundo lugar no Brasil, atrás apenas do Espírito Santo. Na área da segurança, que vive um momento crítico atualmente, o Estado subiu da pior colocação (27ª posição) para o 17º lugar.

Falta política de inclusão para jovens

Pelo estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) realizado pela Macroplan, os jovens precisam estar na mira não só do governo estadual, mas também das gestões municipais, empresas e instituições. Pernambuco ocupa a terceira pior posição no ranking brasileiro quando o assunto são os jovens nem nem nem(que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego).Apesar de ter vivido um importante ciclo econômico nos últimos anos, no indicador de pobreza o Estado apresenta o quinto pior resultado. ?No caso dos jovens, há uma combinação de falta de oportunidade de trabalho com políticas sociais insuficientes para capturar esse jovem. Também é preciso ampliar o espectro das ações, que não devem ser localizadas mas integradas?, defende o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. Pernambuco tem o 3ºmaior indicador de jovens que não trabalham, não estudam e não estão procurando emprego do País (19,2%), sendo inferior apenas aos encontrados no Amapá (19,9%) e em Alagoas (22,9%).

Crise

Para o presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo, Claudio Gastal, o estudo é uma ferramenta de apoio aos governos para priorização de políticas públicas e benchmarks, além de possibilitar uma análise da qualidade e produtividade do gasto. ?Esse instrumento é um bem-público para governadores, secretários, gestores públicos, empresários e cidadãos. O cenário de crise é fato e é essencial que líderes tenham uma ferramenta de análise para a governança e gestão?, afirma.

Segundo Gastal, é essencial, ainda, que toda a sociedade possa acompanhar a evolução das políticas públicas.

 Na avaliação de Claudio Porto, Pernambuco vai passar bem pela crise porque se preparou nos últimos anos e conta com um ativo importante que é a capacidade de gestão. ?O Estado tem um diferencial competitivo  em relação ao Nordeste e deverá sair antes da crise porque está mais bem preparado?, defende Porto, lembrando que o a partir de 2016 o estudo será anual.

 

Macroplan na mídia

Raio-X da década: estudo mostra os avanços e desafios em 9 áreas do Estado

Análise da consultoria Macroplan em áreas como educação, saúde e infraestrutura mostra como o Estado está no ranking nacional. Melhorou a qualificação dos jovens e a transparência do setor público. Piorou a condição das rodovias e a avaliação do ensino básico

Desafio dos gestores passa por avanço da eficiência – Especialistas defendem ainda transparência e a implantação de reformas estruturais

O estudo com os dados da década (2004-2014), da Macroplan, traz uma dimensão

dos desafios que os gestores têm pela frente, e revela um retrato capaz de ajudar os agentes públicos na definição de estratégias e tomada de decisões. Para além da necessidade de melhorar indicadores ligados à saúde, educação ou desenvolvimento social, o que os especialistas chamam a atenção é para a urgência em tornar o Estado cada vez mais eficiente e transparente.

Outros desafios que a gestão pública também não terá como escapar envolvem o baixo crescimento econômico, a implantação de reformas estruturais e a busca pela retomada sustentada do crescimento.

O presidente e fundador da Macroplan, Claudio Porto, cita a reforma da Previdência, inclusive em níveis estadual e municipal, como imprescindível. “Se isso não for feito,os Estados vão quebrar. Essa reforma não é a única, mas é a mais urgente”, alerta Porto ao citar que, mesmo Estados como Espírito Santo, que vem colhendo bons dados quando o assunto é ajuste fiscal, acabam tendo que aportar recursos bilionários na Previdência dos servidores públicos para garantir a continuidade do sistema.

O presidente da consultoria acrescenta que os gestores terão de conviver com cenário de baixo crescimento. Muito diferente do da última década, que ficou marcada por um ciclo de crescimento econômico. “Isso irá impor a necessidade de planejamento de longo prazo, a busca por melhorias na produtividade e a alocação direcionada dos recursos para evitar desperdícios”.

FERRAMENTA

Na avaliação do presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo, Claudio Gastal, o estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) é uma ferramenta de apoio aos governos para priorização de políticas públicas, além de possibilitar uma análise da qualidade e produtividade do gasto. “Esse instrumento é um bem público para governadores, secretários, gestores  públicos, empresários e cidadãos. O cenário de crise é fato e é essencial que líderes tenham uma ferramenta de análise para a governança e gestão”.

O QUE FAZER ( fonte: Macroplan)

BAIXO CRESCIMENTO ECONÔMICO

– Com a escassez de recursos, a previsão é de que os próximos anos serão de baixo crescimento econômico e menor dinamismo

REFORMAS ESTRUTURAIS

– É necessário que os gestores públicos realizem reformas estruturais que impactem o tamanho e nas formas de atuação do Estado

EFICIÊNCIA E TRANSPARÊNCIA

– É urgente a definição de prioridades na aplicação de recursos, a busca pela eficiência das políticas públicas, além da transparência com a sociedade

RETOMADA DO CRESCIMENTO

– O momento requer medidas para retomada do ciclo de crescimento sustentado da economia e sua inserção competitiva global

Notícias

Mais RN: desenvolvimento e competitividade para o Rio Grande do Norte

Oferecer um ambiente de negócios atraente no Rio Grande do Norte, com infraestrutura adequada para instalação de indústrias e multiplicação de negócios, política fiscal competitiva, instituições de qualidade e uma economia diversificada e sustentável. Esse é o obetivo central do projeto MAIS RN, que teve sua última etapa entregue no dia 03 de junho. Na ocasião, o presidente da Macroplan, Claudio Porto, apresentou como se deu a construção do trabalho.

O projeto teve início em 2013, quando a Federação das Indústrias (FIERN), o Governo Estadual e as principais lideranças e atores políticos, empresariais e da sociedade potiguar firmaram um pacto no qual se comprometeram com a Visão de Futuro 2035 proposta para o Rio Grande do Norte. Essa foi a base da elaboração da Estratégia de Desenvolvimento de Longo Prazo, que se deu em quatro grandes eixos: Empreendedorismo Potiguar e Investimentos, Ampliação e Qualificação da Infraestrutura, Estado Eficiente e Instituições de Qualidade, e Salto Educacional e do Capital Humano. Cada eixo se subdividiu em subsetores prioritários com objetivos e metas de curto, médio e longo prazos.

De 2013 até julho de 2014, a Macroplan elaborou um raio-x sobre o perfil socioeconômico do Rio Grande do Norte e identificou 403 oportunidades de negócio para o estado. A partir desse diagnóstico, foi construído o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte com foco em Oportunidades de Investimentos e Negócios no horizonte 2014-2035. A iniciativa partiu da Federação das Indústrias do estado (FIERN), com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, que buscou a parceria da Macroplan para elaborar o Plano e orientar o bom aproveitamento sustentável das potencialidades existentes no estado do Rio Grande do Norte.

Entre os fatores potenciais para desenvolver o Rio Grande do Norte o projeto MAIS RN identificou a localização geográfica, energia renovável, reservas minerais e centros de excelência. Como gargalos o estudo aponta a carência de infraestrutura e logística e insuficiência de qualificação. “A estratégia é alavancar os ativos e neutralizar os passivos”, afirma Claudio Porto.

O projeto MAIS RN prevê diferentes ações que deverão ser implementadas ao longo dos próximos 20 anos, buscando o desenvolvimento industrial do Rio Grande do Norte e o aumento da competitividade do Estado. Entre elas: diretrizes para a elaboração da Política Industrial do Estado, implantação de uma Entidade para Atração de Investimentos, a Investe RN, Planos de Ação para dez Subsetores Produtivos, Planos de Negócio para duas oportunidades prioritárias e uma Carteira de Projetos Públicos Estruturantes de interesse do setor privado. O conjunto de oportunidades e projetos propostos aponta a necessidade de investimentos na ordem de R$ 171 biilhões até 2035.

“O desenvolvimento chega após acúmulo de investimentos”, afirmou o Diretor da Macroplan Alexandre Mattos em entrevista ao jornal Tribuna do Norte. Leia aqui a entrevista completa.

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Marconi reitera compromisso com metas de competitividade de Goiás

Goiás vai chegar a 2018 como um dos estados mais competitivos do País, reiterou hoje o governador Marconi Perillo, durante reunião de governança do Programa Goiás Mais Competitivo, na Sala de Situações do Palácio Pedro Ludovico Teixeira (PPLT), onde com auxiliares e técnicos analisou os dados atuais e as projeções e perspectivas.

“Falo isso com base na análise executiva dos resultados estratégicos que conseguimos até aqui e na confiança na equipe que temos no governo”, disse aos executivos públicos e a representantes da Consultoria Macroplan, durante reunião de cerca de 3 horas.

Marconi analisou o Ranking de Competitividade dos Estados divulgado no último mês pelo Centro de Liderança Pública (CPL), em que Goiás perdeu duas posições, e disse que este indicador não representa os esforços atuais do governo para o avanço da competitividade, já que está baseado em informações de 2014 e início de 2015. Disse também que os indicadores atuais, de 2016, são bem melhores e já coloca Goiás numa perspectiva alvissareira no posicionamento do ranking.

Desde o fim de 2015, Goiás mantém o Programa Goiás Mais Competitivo, com o objetivo de implementar uma agenda estratégica de atuação governamental, pautada em indicadores de gestão que auxiliam o governo na melhoria da qualidade de vida, da competitividade econômica e da eficiência da gestão pública.  A meta é chegar a 2018 entre os estados mais competitivos do País.

“Este desempenho captado pelo ranking do CLP representa dados de 2014 e de parte de 2015, quando ainda não tínhamos o Goiás Mais Competitivo estruturado. Também coincidem com o período em antecipamos algumas medidas diante da crise econômica que se aproximava. Com o programa em execução, acreditamos que ganharemos posições em 2017 e chegaremos a 2018 entre os Estados mais competitivos do País”, observou.

O governador ainda pediu a todos os gestores públicos maior ênfase para que os indicadores goianos sejam melhorados. Destacou ainda a implementação de uma força-tarefa para melhoria dos indicadores na área de Segurança Pública, Habitação e Meio Ambiente e afirmou que os projetos pactuados no Goiás Mais Competitivo terão recursos garantidos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017.

“Já alcançamos resultados positivos, como na Transparência, Saúde e Educação, mas ainda podemos avançar mais. A tendência é muito boa. A dedicação de todos é importante”, disse.

Análise

O secretário Joaquim Mesquita, que realizou uma análise histórica das últimas quatro reuniões de governança, reafirmou a tendência Goiás chegar em 2018 como um dos mais competitivos. “Tenho plena convicção que esse esforço focado e com uma carteira de projetos tão estruturada garantirá resultados extremamente positivos até 2018”, disse.

O diretor da Macroplan, Gustavo Morelli, analisou os dados alcançados pelo Estado e os a serem conquistados e disse que Goiás terá condições únicas, em todo País, de ter uma avaliação executiva de resultados, de monitorar em tempo real o andamento de suas metas, realizar uma comunicação pertinente e realizar a alocação estratégica de recursos.

Já o presidente da Empresa, Claudio Porto, destacou o pioneirismo do Estado: “Goiás é a fronteira econômica mais dinâmica do País hoje. Não conheço nenhum Estado com uma ferramenta de gestão como essa. Isso garante maior resolutibilidade para os gestores públicos”

Macroplan na mídia

La crisis cambia de manos en Brasil

La destitución de Dilma Rousseff despeja el camino para Michel Temer, apoyado por el mercado aunque casi tan impopular como su antecesora

Brasil ha dicho adiós, casi de forma simultánea, a los primeros Juegos Olímpicos de su historia y a un juicio político que parecía interminable. Después de 112 días seguidos con dos presidentes – una apartada de sus funciones y otro interino -, la destitución de la izquierdista Dilma Rousseff por 61 votos contra 20 deja definitivamente al conservador Michel Temer a los mandos del mayor país de América Latina.

La última votación del Senado, el miércoles 31 de agosto, cierra una etapa turbulenta que en cierta manera comenzó en la dura campaña electoral de 2014, se agravó por el choque frontal entre un Gobierno desorientado y un Congreso rebelde y culminó en el dilatado proceso de impeachment (o impugnación) que ha puesto fin a la carrera política de Dilma.

En cambio, su exvicepresidente Temer, a quien ahora acusa de ‘usurpador’ y ‘golpista’, entra en el mes de septiembre ya ratificado en el Palacio de Planalto y dispuesto a completar el resto del mandato hasta el 31 de diciembre de 2018, salvo que ocurra un nuevo derrocamiento difícil de prever a estas alturas.

El PIB ha caído por sexto trimestre consecutivo y el paro ha pasado del 9% al 11% desde finales de 2015

A punto de cumplir 76 años, Temer en realidad lleva gobernando desde el pasado 12 de mayo, cuando su antigua aliada fue suspendida a raíz de la primera votación del Senado. Nada más llegar, cambió a todos los ministros ‘ni una sola mujer’ y desde el primer día su Gobierno se comportó como si fuera definitivo, anunciando un gigantesco objetivo de déficit y emitiendo comunicados nada sutiles contra los vecinos bolivarianos por ‘propagar falsedades’ acerca del impeachment.

Ya en la recta final del juicio a Dilma, mientras ella respondía durante horas a las preguntas de los senadores, su sustituto prefería hacerse selfies con los medallistas olímpicos brasileños y hasta probarse entre sonrisas un gorro de waterpolo. Todo para demostrar ‘absoluta tranquilidad’, dijo, ante el desenlace del proceso que ha terminado aupándolo hasta la Presidencia.

En estos más de tres meses, el mandatario y sus colaboradores de tendencia liberal se han ganado la confianza de los agentes económicos con sus planes para dejar atrás el intervencionismo de Dilma y abrir espacio a la iniciativa privada. Así, después de dos años de crisis aguda, los mercados están volviendo a animarse al tiempo que el sector productivo empieza a recuperar lentamente un optimismo moderado. Siempre teniendo en cuenta que el PIB acaba de registrar su sexta caída trimestral consecutiva y que el desempleo se ha disparado desde una tasa inferior al 9% a más del 11% desde finales del año pasado.

Confianza empresarial

Según una encuesta realizada entre una muestra de más de 70 empresarios, ejecutivos y especialistas, la mayoría cree que este Ejecutivo de centro-derecha conseguirá aprobar el ajuste fiscal e iniciar una agenda de reformas, aunque sea mínima y seguramente insuficiente para resolver los problemas estructurales del país.

El estudio de la consultora Macroplan, con sede en Río de Janeiro, constata un ‘aumento significativo de las expectativas positivas’ en las últimas semanas. Entre junio y agosto, a medida que el impeachment fue asumiéndose como irreversible, los que apostaban por el ‘éxito’ de Temer pasaron del 58% al 67%, mientras que los pronósticos negativos se redujeron del 42% al 33%.

“El presidente cuenta con el respaldo del mercado y del sector empresarial para llevar adelante su agenda”, explica desde Brasilia el politólogo Juliano Griebeler. “Lo que el Gobierno necesita ahora es mostrar capacidad para aprobar sus propuestas en el Congreso, algo que Dilma no consiguió hacer”, advierte. Entre esos proyectos prioritarios se incluyen una impopular reforma de las pensiones y una enmienda constitucional para fijar un techo de gasto público.

Para Griebeler, “la conclusión del impeachment no es el fin de los problemas para Temer”. Porque a partir de ahora, el veterano mandatario “necesita esforzarse para mostrar resultados” y corre el riesgo de que se abran grietas en su amplia coalición parlamentaria. “Sin un enemigo en común y con las elecciones municipales [de octubre] en marcha, la luna de miel entre sus partidos aliados no tardará en dar señales de desgaste”, añade este especialista en relaciones gubernamentales de la empresa de consultoría Barral M Jorge.

Desprestigio

Y mientras los mercados tienen sus esperanzas depositadas en la gestión de Temer para que Brasil vuelva a la senda del crecimiento en 2017, la población no parece tan entusiasmada. Si bien es cierto que Dilma llegó a ser extremadamente impopular y su impugnación cosechó un apoyo abrumador en las encuestas, su sucesor tampoco está para grandes fiestas a juzgar por sus raquíticas cifras de aprobación.

De acuerdo con el sondeo más reciente, apenas un 14% de los brasileños considera ‘buena’ o ‘muy buena’ la gestión de Temer, frente al casi idéntico 13% que valoraba de ese modo a Dilma antes de su caída. La sensible diferencia está en el rechazo que despiertan uno y otro: el 31% tacha al nuevo presidente de ‘malo’ o ‘pésimo’, mientras que en el caso de ella la desaprobación superaba el 60%.

Los resultados pueden considerarse razonables dado que ambos líderes, hoy firmes adversarios, en su día fueron felices compañeros de candidatura en dos elecciones consecutivas. Y sus respectivos partidos, el de los Trabajadores (PT) y el del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), gobernaron juntos durante más de una década antes de divorciarse debido a la traición del impeachment.

La propia Dilma Rousseff se refirió a la ruptura de esa antigua alianza durante su defensa ante el pleno del Senado en la capital brasileña. “Como todos, tengo defectos y cometo errores. Pero entre mis defectos no están la deslealtad ni la cobardía”, aseguró, sin mencionar por su nombre a quien fue su número dos por más de cinco años. “Lo que pretende este Gobierno es un verdadero ataque a las conquistas de los últimos años”, alertó, antes de enumerar riesgos como la posible desvalorización de las pensiones o una eventual privatización del petróleo y otras ‘riquezas naturales’.

Más que servirle para convencer a los senadores de que votaran por su absolución, la intervención final de la antigua guerrillera marxista dio el pistoletazo de salida para la nueva estrategia de resistencia al Gobierno Temer, encabezada de manera informal por el expresidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Oposición de izquierda

Así lo analiza la periodista Helena Chagas, que asesoró a la heredera de Lula en su primera campaña presidencial y después ejerció como ministra de la Secretaría de Comunicación Social entre 2011 y 2014: “El discurso fuerte de Dilma dará munición al PT y sus aliados, que empiezan a andar los difíciles caminos de la oposición. Fue un adelanto de lo que estará en juego en las próximas disputas en torno a temas como el ajuste fiscal o el techo de gasto público”.

Fátima Bezerra, una de las senadoras del PT que se mantuvieron fieles a Dilma hasta el último minuto, adelanta que los suyos ‘seguirán radicalmente en la trinchera en defensa de la democracia’. “Vamos a continuar denunciando el golpe en Brasil y en el mundo, así como el carácter ilegítimo de este Gobierno, porque un Gobierno que no nace del voto en las urnas no tiene legitimidad”, afirma en una entrevista telefónica. “Y vamos a seguir cada vez más empeñados en impedir la agenda del golpe y la retirada de conquistas de derechos sociales de los trabajadores y del pueblo brasileño”, avisa Bezerra.

Lucha anticorrupción

Para esta senadora de la región Nordeste, donde Lula y Dilma solían obtener sus mejores resultados, “lo más repugnante del golpe en curso es exactamente la afrenta a la Constitución, a aquello que tiene de más soberano, que es el derecho del pueblo de escoger a sus gobernantes”. En su opinión, “es inaceptable e injustificable que un colegio electoral de 81 senadores juzgue y condene a una presidenta inocente, cuando más de la mitad del Congreso ni siquiera está en condiciones morales porque responde a investigaciones y denuncias”.

Los escándalos de corrupción amenazan con hacer tambalearse al nuevo ocupante del Palacio de Planalto

Precisamente esos escándalos de corrupción, como el que se investiga en la operación Lava Jato en torno a la compañía semiestatal Petrobras, son uno de los nubarrones que amenazan con hacer tambalearse también al nuevo ocupante del Palacio de Planalto. Al haber gestionado ministerios y numerosos altos cargos en los últimos años, los dirigentes del PMDB de Temer están tan salpicados como los del PT de Dilma, tanto que varios de ellos aparecen mencionados con frecuencia en las filtraciones sobre sobornos millonarios.

“La Lava Jato seguirá creando inestabilidad política para el Gobierno”, prevé el politólogo Juliano Griebeler. En concreto, la delación que está negociando la constructora Odebrecht con los investigadores “promete afectar a la mitad de los diputados, senadores y gobernadores” así como “perjudicar a ministros próximos a Temer”, según el consultor.

En definitiva, Brasil apenas ha disipado la incertidumbre en torno a quién gobernará ‘en principio’ hasta las próximas elecciones presidenciales de 2018, pero los problemas de fondo parecen lejos de resolverse. Solo que los protagonistas han cambiado de lado: quienes antes intentaban aprobar medidas de austeridad desde el poder ahora las criticarán desde la oposición, y aquellos que pretendían desvincularse de la culpabilidad de la crisis no tendrán más remedio que asumir su responsabilidad en la búsqueda de soluciones no siempre populares. Atrás queda, para los libros de historia, uno de los capítulos más dramáticos de esta democracia todavía joven.

Macroplan na mídia

Crise dos Estados chega após 10 anos de receita recorde

Estudo mostra que, de 2004 a 2015, receita extra foi de R$ 170 bi, mas ineficiência nos gastos ajudou a agravar os efeitos da recessão

Seguindo o exemplo do Rio de Janeiro, governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste ameaçam decretar calamidade pública, a partir desta semana, se a União não lhes conceder uma ajuda de R$ 7 bilhões. Minas Gerais esboçou a mesma intenção e o Rio Grande do Sul segue parcelando pagamentos. Para os especialistas em finanças públicas, a situação pré-falimentar dos Estados comprova que eles não apenas demandam ajuda emergencial para sobreviver à recessão: precisam de uma reestruturação urgente e profunda.

O paradoxo é que a crise chega após um longo período de bonança. Nos últimos dez anos, os governos estaduais viveram uma espécie de ‘boom’ das receitas. De 2004 a 2015, a arrecadação cresceu, em média, 41% acima da inflação – o que significou uma receita extra de R$ 170 bilhões, segundo estudo realizado pela consultoria Macroplan. Ocorre que as despesas avançaram mais: 50% acima da inflação. E o endividamento foi além: após um período sob controle, disparou e fechou 2015 em R$ 653 bilhões (veja gráfico). “Os Estados desperdiçaram a década”, diz Gustavo Morelli, diretor da Macroplan.

Esse ‘desperdício’ pode ser medido nos indicadores de prestação de serviços públicos do estudo, que mostram como a qualidade avançou pouco em relação aos recursos disponíveis ou, em vários casos, estagnou e até retrocedeu. Na área da saúde apena quatro Estados tiveram melhoras expressivas. Na educação, todos tiveram pequenos avanços, mas 17 regrediram na nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Na segurança, 21 pioraram e quem melhorou foi bem pouco.

Pelo estudo, por exemplo, é possível saber que Sergipe investe por aluno quase o mesmo que São Paulo, mas a sua nota no Ideb foi caindo. Na década, Alagoas praticamente dobrou os investimentos em segurança, mas dobrou também a sua taxa de homicídios e hoje é o Estado mais violento do País. Numa demonstração de que gestão é tão ou mais importante que dinheiro, o Ceará, com baixos investimentos na reformulação do atendimento, reduziu pela metade a taxa de mortalidade infantil (leia mais abaixo).

A Macroplan cruzou informações de 28 indicadores, como déficit habitacional, taxa de desemprego, cobertura de saneamento, índice de transparência e até o trâmite de processos judiciais dos 27 Estados e Distrito Federal. A conclusão: “Pela quantidade de recursos disponíveis, os Estados tiveram melhorias muito heterogêneas e, em muitos casos, abaixo do esperado – precisam de uma agenda de reformas para avançarem”, diz Morelli. Essas reformas se tornam mais urgentes, avalia ele, porque, daqui para frente, o cenário é de restrição. A retomada do crescimento tende a ser mais lenta e o ajuste fiscal, com corte de gastos, inexorável: “Sem reformas, os Estados terão uma verdadeira década perdida daqui para frente”, diz.

 

Gestão

Parte dessa mudança precisa incluir uma postura nova em relação à gestão financeira, dizem os economistas Vilma da Conceição Pinto e José Roberto Afonso, do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), que têm publicado pesquisas e artigos sobre o tema. “Quando a receita começou a cair, os Estados usaram de contabilidade criativa, ainda que legal, para maquiar os gastos: precisam voltar a aplicar rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz Vilma.

Afonso lembra que ainda há uma crise estrutural a ser resolvida nas fontes de receitas dos Estados: o ICMS, principal imposto estadual, está ‘obsoleto’ e perde espaço com a desindustrialização e a guerra fiscal. O Fundo de Participação dos Estados murcha. Também perderam com a municipalização do SUS, a criação de fundos, como o da educação básica, e até com mudanças nos royalties de petróleo. “Qual foi a solução? Se endividaram, patrocinados pelo próprio Tesouro Nacional. Não é por outro motivo que governadores do Nordeste reclamam, mas a principal reivindicação é se endividar de novo: é como um vício que não se consegue largar, ainda que se saiba que vai lhe matar”, diz Afonso.

José Wellington Dias, governador do Piauí, concorda que nem todo mundo faz o dever de casa e que há muito a reestruturar, mas reforça a necessidade de ajuda de curto prazo. “Norte e Nordeste têm uma grande dependência de repasses da União, que despencaram. Se nada for feito, em pouco tempo vamos estar igual ao Rio Grande do Sul, atrasando a folha e restringindo serviços básicos”.

Notícias

Diretor da Macroplan analisa papel de lideranças em momentos de crise

Num cenário de incertezas, o imediatismo e a fragmentação da ação gerencial podem comprometer um processo de mudança bem sucedido. Glaucio Neves, diretor da Macroplan, defende que é função dos líderes definir prioridades atreladas à uma visão de futuro, especialmente em momentos de crise. “O ato de liderar a mudança implica em ter clareza das prioridades, sabendo exatamente o que deve ser feito – ações importantes e urgentes- e, principalmente, o que não será feito sob pena de desviar o foco”, afirma Neves, em artigo sobre o papel das lideranças na crise.

O texto também aponta formas para engajar pessoas com a execução das prioridades, uma das tarefas mais críticas do processo de liderança, segundo o diretor da Macroplan. “Costumamos ser melhores planejadores do que ‘fazedores’ e a disciplina de execução não é um atributo tão valorizado na nossa cultura”, avalia.

A coesão gerencial, segundo Neves, é outra conduta que contribui positivamente para o processo de mudança. É papel do líder garantir que os integrantes de uma equipe exerçam funções complementares, com a clareza de que atuam coordenadamente em prol de um mesmo objetivo. “É como uma boa banda de jazz, onde o improviso individual é permitido, mas sem tirar a harmonia melódica nem o brilho do coletivo. O papel do líder é indicar o sequenciamento das músicas e ajudar no encaixe dos arranjos sem desafinar”, ilustra o artigo.Num cenário de incertezas, o imediatismo e a fragmentação da ação gerencial podem comprometer um processo de mudança bem sucedido. Glaucio Neves, diretor da Macroplan, defende que é função dos líderes definir prioridades atreladas à uma visão de futuro, especialmente em momentos de crise.

O artigo ressalta também que o principal papel das lideranças é tomar decisões difíceis, para garantir que todo esforço de engajamento, coesão e definição de prioridades não seja desperdiçado. “Em toda decisão está embutida uma escolha e muitas vezes abrir mão de caminhos mais fáceis para adotar medidas estruturais mais duras pode garantir a sustentabilidade de longo prazo”, conclui Neves no artigo que está disponível para download.

Notícias

Governador de Goiás avalia metas do Planejamento Estratégico

O Governador Marconi Perillo e secretários estaduais de Goiás reuniram-se para pactuar medidas que podem aumentar a competitividade do Estado. As metas estão estabelecidas no programa “Goiás Mais Competitivo”, que tem como objetivo inserir o Estado entre os cinco mais competitivos do Brasil.

Coordenado pela Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento, o programa está sendo desenvolvido com apoio da Macroplan. A consultoria foi responsável pelo diagnóstico situacional do Estado e também apoiou na definição das prioridades estratégicas setoriais e no desenho da carteira de programas e projetos estratégicos para o triênio 2016-2018.

“Trabalhamos, junto com a Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento, em duas frentes. Uma de curto prazo, que direcionou a elaboração de 15 programas prioritários. Já na frente de longo prazo, serão elaborados cenários e uma estratégia para desenvolvimento econômico no horizonte 2035”, explica Ana Guerrini, consultora da Macroplan responsável pelo projeto.

O programa “Goiás Mais Competitivo” foi lançado em setembro de 2015, suas ações desenvolvem-se em torno de três eixos prioritários: aumento da competitividade do Estado, melhoria da qualidade de vida da sociedade goiana e eficiência da gestão pública.

Na segunda fase, prevista para ser concluída até o final de 2016, a Macroplan apoiará o governo formulação de estratégia de desenvolvimento econômico de longo  prazo. O desafio é, mesmo no ambiente de crise, permitir que estado de Goiás continue a crescer em ritmo mais acelerado do que a média brasileira pelos próximos vinte anos.

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La economía brasileña recupera un optimismo moderado ante el juicio definitivo a Dilma

Durante dos largas semanas, los Juegos de Río 2016 han servido como una distracción y una inyección de ánimo para los brasileños. Terminada la fiesta olímpica, el mayor país de América Latina vuelve resignado a la crisis política y económica en la que vive atrapado desde hace dos años.

Este jueves comenzó en Brasilia el juicio a Dilma Rousseff, la presidenta apartada del poder en mayo y que previsiblemente será destituida de forma definitiva en los próximos días. En la primera votación, 55 de los 81 senadores aprobaron el inicio del proceso de impugnación (o impeachment) contra ella. Y, según los cálculos de sus adversarios, esta vez podrían ser 60 o más.

Dilma, que irá el próximo lunes al pleno del Senado para defenderse personalmente, está acusada de un supuesto crimen de responsabilidad por realizar maniobras para maquillar el deterioro de las cuentas públicas durante su mandato. La sucesora de Luiz Inácio Lula da Silva se dice víctima de un ?golpe? y afirma que, desde que fue reelegida en 2014, sus adversarios no hicieron otra cosa que buscar excusas para arrebatarle la Presidencia por la vía parlamentaria.

   

Probablemente Dilma será destituida de forma definitiva en los próximos días

En cualquier caso, Dilma cayó con una aprobación del 13% y nadie cree que vaya a recuperar el cargo. ?El resultado del proceso ya está decidido. La presidenta no tiene esperanzas de regresar, pero quiere dejar registrado que luchó hasta el final contra un proceso que considera ilegítimo y antidemocrático?, explica el politólogo Juliano Griebeler, de la empresa de consultoría Barral M Jorge.

En su lugar será ratificado Michel Temer, su antiguo aliado en dos campañas electorales y que ha cumplido más de 100 días como presidente interino con una valoración casi idéntica a la de su predecesora: 14%. La diferencia entre la impopularidad de uno y otro es el rechazo que despiertan en los brasileños: a ella, un 63% la consideraba ?mala? o ?pésima?; a él, un 31%.

Hacia el fin de la recesión

Desde que la izquierdista Dilma fue suspendida de sus funciones y abandonó el Palacio presidencial de Planalto, las perspectivas económicas han mejorado ligeramente dentro de la gravedad de la recesión.

   

Las perspectivas económicas han mejorado ligeramente dentro de la gravedad de la recesión

En abril, cuando el proceso aún estaba tramitándose en la Cámara de los Diputados, los analistas del mercado financiero preveían que el Producto Interior Bruto (PIB) caería este año un 3,8%. Ahora, en cambio, apuntan a una contracción del 3,2%. Y para 2017, las proyecciones han pasado de una expansión del 0,2% al 1,2%.

Las apuestas indican que el sector productivo confía en el conservador Temer para sanear las cuentas descontroladas y volver a poner al país en la senda del crecimiento. De acuerdo con un sondeo realizado por la consultora Macroplan entre más de 70 empresarios, ejecutivos y especialistas, la mayoría piensa que el mandatario tendrá éxito en la tarea de superar la fase más aguda de la crisis.

El optimismo, sin embargo, es moderado. Entre los cuatro escenarios planteados a los encuestados, desde el ‘éxito total’ del Gobierno Temer hasta el ‘fracaso total’ que supondría su derrota en la votación final del impeachment y la vuelta de Dilma al poder, más de la mitad (52%) apuesta por un éxito apenas ‘parcial’.

Ajuste con matices

Si se confirma ese pronóstico, el nuevo presidente brasileño logrará convencer al Congreso para aprobar un ajuste fiscal ‘de emergencia’ y una ‘agenda mínima de reformas’, suficientes para superar la recesión. Pero “no se solucionarán los principales obstáculos estructurales para un nuevo ciclo de crecimiento sostenido, probablemente debido a las resistencias políticas a medidas más drásticas [de recortes] y a los problemas económicos heredados”, según advierte la empresa de consultoría con sede en Río de Janeiro.

El estudio constata un ‘aumento significativo de las expectativas positivas’ en las últimas semanas. Entre junio y agosto, los que apuestan por el éxito (total o parcial) de este Ejecutivo de centro-derecha han pasado del 58% al 67%, mientras que los pronósticos negativos se han reducido del 42% al 33%.

Para Claudio Porto, presidente de Macroplan, los primeros pasos del Gobierno Temer han estado marcados por una cierta “ambigüedad”. Por un lado, “innegables avances positivos” en la agenda económica; por otro, “crecientes resistencias” entre algunos sectores políticos y sociales que “imponen concesiones que comienzan a preocupar a los especialistas y analistas del mercado”. En resumen, avisa Porto, “todavía persisten muchas incertidumbres”.

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Expectativa de melhora

Pesquisa realizada pela consultoria Macroplan indica que aumentou a percepção de que o governo de Michel Temer pode dar certo. O índice que inclui sucesso parcial e amplo passou de 58%, há dois meses, para 67% agora. Já a sensação de fracasso cedeu de 42% para 33%.

Saindo da UTI

Para a maioria dos entrevistados pela Macroplan, mesmo não fazendo o governo dos sonhos, Temer será capaz de tirar o Brasil da UTI, promovendo algumas reformas estruturais importantes e criando as condições para um crescimento mais forte da economia a partir de 2018.

Notícias

Macroplan apoia implantação do Consórcio Brasil Central

Em uma iniciativa inédita e inovadora, os estados do Centro-Oeste, o Distrito Federal, Tocantins e Rondônia formaram um consórcio interestadual para impulsionar o desenvolvimento econômico da região. O Consórcio Brasil Central prevê um modelo de cooperação entre as seis unidades, com a proposta de construir uma agenda de desenvolvimento com base nas ações realizadas nos diversos eixos estratégicos que interessam a todos os Estados. Inicialmente, a parceria atuará em seis frentes principais: agropecuária, educação, empreendedorismo, industrialização, inovação e infraestrutura e logística.

O bloco econômico está organizado em forma de associação pública, vinculada aos seis Estados. A Macroplan está apoiando a implantação dessa nova entidade, formada por uma Assembleia Geral e um Conselho de Administração, além de uma estrutura de diretorias e assessorias. A consultoria está atuando em quatro frentes de ação: elaboração da visão estratégica do Consórcio Brasil Central, definição de um modelo de governança e organização para o bloco econômico, apoio à forma de atuação do Conselho de Administração e um diagnóstico situacional da Região.

“Temos o papel de ajudar os estados a se alinharem em torno de uma visão estratégica para a Região, além da preparação de uma agenda para os próximos dois anos. Estamos assessorando na construção de um modelo de governança, organização e gestão para o Consórcio e também a implantação do Conselho de Administração, para que se consolide como um órgão atuante, com uma estrutura enxuta e executiva”, destaca Renato Naegele, consultor da Macroplan responsável pelo trabalho com o Consórcio Brasil Central.

Além de apoiar a estruturação do bloco econômico, a consultoria realiza estudos diagnósticos para apoiar iniciativas imediatas do grupo. O conhecimento sobre as exportações dos seis Estados do Brasil Central vai permitir ao Consórcio desenvolver ações para expansão da participação da Região nas exportações totasi do País. Também estamos mapeando os requisitos fitossanitários nos principais países compradores de produtos do agronegócio região, para que o Consórcio possa desenvolver, no médio prazo, ações que levem a estabelecer um selo de qualidade. Por fim, a Macroplan está construindo um indicador regional relacionado a qualidade da educação, o IDEB do ensino médio do Brasil Central, para mobilizar as ações do Consórcio com vistas a superar em todos os Estados a meta nacional.

“Com essa iniciativa, os estados da região mais que concorrentes entre si, passam principalmente a cooperar por um desenvolvimento e crescimento integrado, ganhando maior relevância e ampliando a participação na economia nacional”, projeta Naegele.

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Faltam líderes

A atual crise brasileira revela uma aguda escassez de líderes com visão de longo prazo e capacidade de infundir confiança por meio do exemplo, problema que ainda vai perdurar por um longo período e promete ser um desafio para os eleitores nos próximos pleitos. A perda de legitimidade de políticos – independentemente de vinculações partidárias – se tornou endêmica.

Nomes antes promissores foram varridos do tabuleiro político, e não há no horizonte novos líderes despontando. Resolvi pedir ao economista Claudio Porto, presidente da consultoria Macroplan, especializada em planejamento e gestão e cenários prospectivos, uma avaliação sobre os governadores mais promissores em atividade, nomes que podem aparecer, a médio e longo prazos, como eventuais alternativas políticas.

A Macroplan acompanha há longo  tempo o desempenho de governantes, avaliando a qualidade da gestão pública no País, e tem uma visão detalhada de inovações em curso em governos estaduais. Porto confirma a sensação de ausência de lideranças no campo nacional, e de quadros que inspirem confiança para conduzir o País rumo a uma trajetória de crescimento sustentável no longo prazo, mas identifica gestores diferenciados que eventualmente poderão ocupar esse imenso espaço vazio. 

Para Porto, a grave crise econômica coloca em evidência aqueles que mais tem trabalhado no ajuste estrutural das finanças públicas sem comprometer as entregas de serviços e obras à sociedade. Dos três que ele destaca numa primeira leva, apenas o governo do Espírito Santo é seu cliente.

O governador Paulo Hartung, do PMDB, retornou ao cargo depois de um primeiro período de governo em que livrou o Espírito Santo do crime organizado e implantou um modelo de gestão política, estratégica e de austeridade fiscal reconhecido nacionalmente, especialmente pela capacidade de produzir respostas rápidas e em acordo com os demais poderes do estado capixaba.

Não foi à toa que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi buscar em seu governo a Secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, que era Secretária da Fazenda de Hartung. “Apesar do ambiente de escassez de recursos, o governo capixaba prestou os serviços de saúde, educação, segurança e assistência social sem nenhuma interrupção, pagou servidores e fornecedores em dia e terminou 2015 reequilibrado do ponto de vista fiscal, situação nada comparável aos déficits de 7,6 bilhões do Estado do Rio de Janeiro, 2,6 bilhões de Minas Gerais e 2,2 bilhões do Rio Grande do Sul” analisa Porto.

Ele destaca ainda o rigoroso ajuste de gastos de custeio feito por Hartung, com redução de cargos comissionados, renegociação de contratos de fornecimento e adequação dos investimentos à disponibilidade de recursos.

Outro que vem se destacando, na opinião da Macroplan, é o governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, também do PMDB. “Embora à primeira vista possam ser interpretadas como emergenciais ou  meramente pragmáticas por serem inevitáveis, as medidas do governador Sartori de disciplinar gastos revelam que ele esboça uma reação estrutural”, analisa Claudio Porto.

Apoiado por uma coalizão empresarial e de lideranças civis, Sartori liderou a aprovação da primeira Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual no país – que cria regras complementares à Lei Federal de 2000 – e tem o objetivo de restringir a concessão de reajustes salariais para outras administrações ou governantes pagarem, bem como limita contratações, criação de cargos e reajustes salariais se a despesa com pessoal ultrapassar o limite de 60% da receita. Há poucos dias  o governo do Rio Grande do Sul ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o reajuste dos salários dos servidores dos demais poderes do Rio Grande do Sul, aprovado pela Assembleia Legislativa.

O terceiro nome que se apresenta como contraponto ao desencanto com a política, na avaliação de Claudio Porto, é o do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, cujo currículo chama a atenção. Procurador da República antes de eleger-se senador, em 2010, Taques, foi protagonista na prisão de empresários e políticos acusados de corrupção, entre os quais o ex-senador Jader Barbalho.

O ex-pedetista e hoje tucano engajou sua trajetória política em temas importantes, como o combate à corrupção, a elaboração do novo código de processo civil e, como governador, foi um dos mais firmes opositores à presidente Dilma. “No campo da gestão Taques tem atuado fortemente na costura de parcerias com a iniciativa privada, principalmente  no campo da Educação, fazendo entregas relevantes para a sociedade”, destaca Porto.