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Notícias

São José dos Campos traça cenários para o futuro

A cidade de São José dos Campos (SP) completou 249 anos com um olhar para o futuro. O município, o segundo mais populoso do interior do Brasil, contou com apoio da Macroplan para identificar os principais desafios estratégicos e impactos para futuro da cidade no médio e no longo prazos.

Cerca de um mês antes do aniversário da cidade, celebrado em 27 de julho, o Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento (IIPLAN) de São José dos Campos promoveu uma oficina de reflexão estratégica, reunindo membros do seu conselho e lideranças locais. No encontro, foram debatidas questões sobre o futuro de São José dos Campos, com foco nas questões econômicas, sociais, urbanas e culturais.

Para apoiar a reflexão, a Macroplan elaborou e apresentou cinco cenários para São José dos Campos,focados em questões sócio-econômicas e urbe-culturais. As projeções têm como horizonte o ano de 2035 e apontam para as diferentes prospecções:

Cenário 1: Tecnologia e conhecimento são protagonistas de uma cidade integrada e vibrante.

Cenário 2: Tecnologia e conhecimento emergem em uma cidade voltada para o trabalho e o estudo

Cenário 3: Uma cidade inclusiva e bem cuidada, com economia de base industrial.

Cenário 4:  Uma cidade voltada para o trabalho e o estudo, com base econômica industrial.

Cenário 5: Em estagnação e lento declínio econômico, a cidade torna-se decadente

“A oficina permitiu um importante debate, com grande envolvimento de atores relevantes da cidade na reflexão estratégica de longo prazo. Os participantes tiveram a oportunidade de identificar implicações, impactos, oportunidades e ameaças associadas a cada cenário”, lembra Juliana Kircher, consultora da Macroplan responsável pelo trabalho em São José dos Campos.

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Inovação pauta planejamento estratégico do Parque Teconológico da UFRJ

A crise do mercado mundial de Óleo & Gás, provocada pela baixa de preços nos barris de petróleo, vem fazendo com que  empresas e outros players busquem alternativas para manter e impulsionar negócios. Atuando com foco nesse setor desde sua fundação, o Parque Tecnológico da URFJ aposta na  inovação como o caminho para superar desafios do cenário atual. Com apoio da Macroplan, a instituição prepara seu planejamento estratégico para 2045 construindo estratégias que permitam ampliar seu ecossistema de inovação.

“O setor de Óleo & Gás é uma das principais vocações econômicas do Estado do Rio e, por isso, sempre foi o foco do Parque Tecnológico da UFRJ, mas o cenário atual vem dificultando investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento e a inovação é o caminho para aumentar produtividade e reduzir custos. Diversificar os tipos e portes de empresas instaladas no parque contribui para a formação de parcerias e, consequentemente, soluções inovadoras”, analisa Juliana Kircher, consultora da Macroplan responsável pelo projeto de planejamento estratégico da instituição.

Como parte do trabalho, o Parque Tecnológico da UFRJ está promovendo quatro painéis temáticos de discussão sobre temas que podem impactar o futuro da instituição. A inovação no século XXI foi discutida sob o prisma das políticas, financiamento e tecnologia. O futuro do Rio de Janeiro e seus setores vocacionais também serão temas de debate como parte da proposta estratégica do Parque, além do Futuro da Universidade e as Tendências para energias alternativas e economia de baixo carbono.

Os resultados dos painéis temáticos servirão de insumo para a construção de cenários no horizonte 2045, que serão elaborados pela equipe do Parque Tecnológico com o apoio da Macroplan. A consultoria já finalizou a fase de entrevistas do planejamento estratégico. Foram ouvidas dez lideranças nacionais, especialistas e formadores de opinião, além de três grupos focais com empresas do Parque Tecnológico da UFRJ e representantes da universidade.

Notícias

FIPECq Vida conclui Plano Estratégico para 2025

Nos próximos 10 anos, o mercado de saúde privada pode sofrer impactos significativos de movimentos socioeconômicos, regulatórios, comportamentais e tecnológicos. Envelhecimento populacional, maior rigor sobre a atuação de planos de saúde, aumento de fatores de risco e incentivo à prevenção de saúde, além da crescente incorporação de tecnologias aos serviços de saúde, são apenas algumas tendências que podem influenciar o setor.

Atenta a esse cenário de incertezas, a FIPECq Vida elaborou um plano estratégico que contemplou uma análise do ambiente interno e externo, pesquisas e entrevistas. O levantamento desdobrou-se em estratégia e esta em uma carteira de projetos prioritários que serão implementados até 2025, sob um modelo de gestão e monitoramento customizado. O trabalho, inédito na instituição, foi desenvolvido com apoio da Macroplan.

Ao longo de 15 meses, foram realizadas entrevistas e pesquisas, com colaboradores, clientes e ex-clientes, para obter a percepção sobre os produtos e serviços da FIPECq Vida. Análises estratégicas, como o contexto do setor de saúde no mundo e no Brasil, um levantamento sobre o mercado de saúde suplementar e um mapeamento de tendências e incertezas de saúde e seus impactos no mercado de saúde suplementar no Brasil, ajudaram a contextualizar a atuação da instituição e analisar seu portfólio de produtos com um olhar para o futuro.

Com base nas informações, foi possível formular a estratégia de atuação da FIPECq Vida para os próximos 10 anos, incluindo a proposta de valor e os objetivos estratégicos da organização. “A estratégia mais adequada para a instituição é de crescimento, dadas as suas características e a análise do ambiente de mercado. Elaboramos indicadores e metas para cada objetivo estratégico e definimos uma carteira de projetos estratégicos”, explica Rodrigo Souza, consultor da Macroplan que foi responsável pelo projeto.

Aumento de autonomia e responsabilidade da equipe garantem conquistas imediatas

Além da estratégia, foi elaborado um modelo de gestão da estratégia, projetos e processos. Esta foi uma etapa especialmente importante, já que foi a primeira vez em que equipe da FIPECq Vida trabalhou com um modelo estruturado de elaboração de plano estratégico. “Um núcleo de monitoramento foi criado para acompanhar a aplicação do modelo de gestão e monitorar os indicadores dos projetos e da estratégia. Elaboramos até os instrumentos que eles vão utilizar no dia-a-dia, como seus processos, modelos de relatórios e agenda de reuniões, entre outros recursos que vão apoiar a implementação da estratégia”, relembra Souza.

O objetivo do Plano Estratégico 2025 da FIPECq Vida é que, ao final do período, a instituição apresente um portfólio com mais e melhores serviços e benefícios a seus associados. No entanto, algumas conquistas foram imediatas, como conta Rodrigo Souza: “A organização como um todo se apropriou do projeto e os colaboradores estão com uma postura muito mais ativa para ouvir as demandas dos associados e oferecer produtos e benefícios relevantes para cada público-alvo da FIPECq Vida”.

Macroplan na mídia

Macroplan entrega última etapa do projeto MAIS RN

A reunião mensal da Diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), realizada nesta sexta-feira, 03, na Casa da Indústria, contou com apresentações da última etapa do projeto MAIS RN, feita pelo diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto.

O MAIS RN relaciona quatro eixos estratégicos e destaca 25 oportunidades, de um conjunto de cerca de 400 oportunidades mapeadas. O estudo prevê investimentos privados e públicos da ordem de R$ 171 bilhões para os próximos vinte anos., 

Claudio Porto fez uma explanação sobre como se deu a construção do MAIS RN, destacando passivos e ativos para o estado alcançar o desenvolvimento. Entre os fatores potenciais para desenvolver o Rio Grande do Norte figuram no estudo a localização geográfica, energia renovável, reservas minerais e centros de excelência. Como gargalos aponta a carência de infraestrutura e logística e insuficiência de qualificação. “A estratégia é alavancar os ativos e neutralizar os passivos”, disse Porto.

O economista Marcos César Formiga, Assessor Técnico Corporativo do Sistema FIERN, fez uma breve explanação sobre o MAIS RN, agradecendo o empenho de todos os funcionários do Sistema e dos empresários para a elaboração do projeto. “Temos hoje um produto bem concebido”, afirmou.

O presidente Amaro Sales de Araújo fez a entrega de um exemplar impresso do projeto ao empresário Thiago Gadelha, e o vice-presidente Pedro Terceiro entregou ao secretário Flávio Azevedo.”Este é um projeto para as próximas gerações”, destacou Amaro Sales.

 

 

 

Macroplan na mídia

Expectativas positivas

O sucesso ou fracasso  do governo Temer dependerá rigorosamente dos ajustes econômicos que permitam ao país retomar minimamente  o crescimento em 2018. Esta é a ideia central para a qual convergem as opiniões dos entrevistados de uma pesquisa feita pela consultoria Macroplan, especializada em estratégia e cenários futuros, sobre expectativas do desempenho do governo provisório.

Na sondagem realizada entre  os dias 13 e 19 de maio  junto a uma amostra de 82 empresários, executivos, economistas, cientistas políticos, gestores públicos e jornalistas  de todas as regiões do país, foi solicitada a avaliação de quatro cenários plausíveis, alicerçadas na evolução das votações da admissibilidade do impeachment nas duas casas do Congresso e nos primeiros movimentos do novo Governo. São eles:

FRACASSO TOTAL: O governo transitório de Temer não dá certo e Dilma retorna à Presidência. (6% )

FRACASSO PARCIAL: Dilma é afastada definitivamente, mas o governo Temer ‘patina’, só consegue realizar os ajustes econômicos parciais e não conquista a confiança do mercado. O quadro econômico mantém-se adverso e seu governo mergulha num processo de ‘sarneyzação’. (30%)

SUCESSO PARCIAL: Dilma é afastada definitivamente. O governo Temer realiza os ajustes econômicos emergenciais. Emplaca agenda mínima de reformas. Conquista a confiança do mercado, o ciclo econômico ajuda e o Brasil volta a crescer moderadamente em 2018. (48%)

SUCESSO AMPLO: Dilma é afastada definitivamente. O governo Temer realiza os ajustes econômicos e políticos essenciais e inicia um vigoroso ciclo de reformas. Conquista a confiança do mercado, o ciclo econômico ajuda e o Brasil volta a crescer fortemente em 2018. (16%)

O resultado da pesquisa revelou que há razões de sobra para  o otimismo. “Apesar de  ainda restar um elevado nível de incerteza quanto ao desdobramento desta crise, há uma expectativa positiva dominante”, analisa o presidente da Macroplan, Claudio Porto

De acordo com a sondagem, 64% dos  entrevistados apostam em um cenário de sucesso (parcial ou amplo), contra 36% com prognóstico negativo, uma proporção de quase 2 por 1 (1,78 por 1 para ser preciso).

A expectativa mais frequente (48% dos entrevistados) indica um otimismo moderado e ‘sucesso parcial’ do Governo Temer.

Neste cenário, o Brasil sai da ‘UTI econômica’, realiza algumas reformas e retoma algum crescimento a partir de 2018. É um cenário que sugere a superação da fase mais aguda da crise, mas não o encaminhamento da solução de todos ou dos maiores obstáculos estruturais a um novo ciclo de crescimento sustentado, provavelmente em face das resistências políticas a medidas mais drásticas e/ou ao significativo passivo de problemas econômicos herdados da gestão anterior.

Já a chance de sucesso total do governo Temer alcança 16% da média das probabilidades. Neste cenário o Brasil não apenas sai da ‘UTI econômica’, mas também viabiliza os ajustes econômicos e políticos essenciais, e dá partida a um vigoroso ciclo de reformas, que melhora muito o clima econômico.

Esta mudança, em combinação virtuosa com a reversão do ciclo econômico, levaria o Brasil a retomar um crescimento forte a partir de 2018. Na sondagem da Macroplan, contudo, fica evidente que as expectativas negativas não podem ser desprezadas: 36% acreditam que o Governo Temer fracassará total ou parcialmente.

Entre os pessimistas, 30% sinalizam que  o governo Temer somente  logrará ajustes econômicos pontuais e, consequentemente, perderá a confiança dos mercados, e experimentará um progressivo processo de ‘sarneyzação’, ou uma espécie de ‘reedição do Levy’ e do ‘pós-Levy’, com  o governo acumulando derrotas no Legislativo e enfrentando uma progressiva deterioração de expectativas dos agentes econômicos.

Finalmente, o cenário menos provável é o de retorno de Dilma Roussef à Presidência da República, movida por um fracasso amplo do governo interino de Temer: a probabilidade atribuída a este cenário é de apenas 6%. “Hoje, para a quase totalidade dos analistas, este é um cenário implausível. Mas a boa prática de análise prospectiva recomenda que não façamos o seu descarte imediato”, recomenda Claudio Porto, ressaltando que  o principal fator de incerteza a considerar é a evolução da ‘Lava Jato’ que adiciona um elevado nível imprevisibilidade à conjuntura político-institucional e mesmo criminal nesta ‘arena’.

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Seminário aponta prioridades para Espírito Santo

O Governo do Espírito Santo realizou nos últimos dias 29 e 30 de abril o Seminário de Planejamento Estratégico, onde analisou e estabeleceu prioridades para o Estado. O encontro teve como objetivo debater os grandes desafios, entregas e resultados do governo para a sociedade capixaba no ciclo de 2016. No seminário ocorreram momentos de discussão, reflexão e interação da equipe que será alinhada em torno de objetivos, entregas e resultados da administração estadual.

A Macroplan teve papel importante neste evento e foi responsável por acompanhar todo o processo de Planejamento Estratégico para o Ciclo 2016 no âmbito de projeto de consultoria à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), responsável pelo processo no governo capixaba. “Participamos ativamente na identificação das tendências e balizamentos político-institucionais, econômicos, fiscais e orçamentários para o ciclo de planejamento estratégico 2016, bem como das premissas e restrições a serem consideradas neste período de travessia”, explica Alexandre Mattos diretor da Macroplan responsável pelo projeto.

O período que antecedeu o Seminário compreendeu uma mobilização dos membros do governo e uma avaliação da realização das principais entregas planejadas no ciclo 2015, assim como uma revisão e definição das principais prioridades e entregas para o ciclo 2016. O evento contou com a presença do Governador e do Vice-Governador do Estado, além de mais de 150 pessoas, entre Secretários e Subsecretários de todas as pastas, além do presidente da Macroplan, Claudio Porto.

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Projeto Recife 500 anos avança com grandes desafios para 2016

O Projeto Recife 500 anos encerrou o ano de 2015 com importantes avanços e grandes desafios para 2016. Lançado em setembro, o projeto tem como objetivo construir um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Médio e Longo Prazos para a cidade do Recife. De lá para cá, a equipe da Macroplan, que atua no projeto, auxiliou na realização das pesquisas de opinião, no diagnóstico da evolução recente da cidade, na análise comparativa do desempenho do Recife frente a cidades equivalentes, na construção de cenários alternativos para a cidade no futuro e na elaboração da visão de futuro preliminar da cidade.

Como parte do projeto, as pesquisas de opinião vêm sendo realizadas paralelamente de diferentes formas. “Já foram ouvidos cerca de 3.500 recifenses sobre o atual momento e o futuro desejado para a cidade, por meio de pesquisas qualitativas, quantitativas, via internet e através das oficinas de futuro, que foram realizadas nas 6 RPAs (Regiões Político Administrativas) da cidade”, explica João Salles, gerente do Projeto pela Macroplan.  

O diagnóstico realizado sobre a evolução recente do Recife, entre 1990 e 2015, no contexto municipal e metropolitano, resultou na síntese dos cinco principais desafios para o Recife no médio e longo prazos:

1. Construir uma cidade menos desigual

2. Enfrentar a vulnerabilidade da cidade frente aos impactos das mudanças climáticas e dos problemas ambientais 

3. Ampliar a oferta, valorizar e democratizar espaços públicos e construir um novo padrão de civilidade e convivência

4. Fazer do Recife uma cidade competitiva, inovadora e de referência como polo terciário nacional

5. Transitar para um novo padrão de ocupação do território e mobilidade

Também foi realizada uma análise comparativa do desempenho de Recife em relação às cidades equivalentes, outras 16 cidades brasileiras com mais de um milhão de habitantes (IBGE, estimava 2014) e outras 14 Regiões Metropolitanas. “Além de buscar boas práticas e casos de referência para a cidade (42 experiências no total), nesta etapa foram sinalizados quatro grandes saltos que precisam ser realizados na cidade: no âmbito social, um salto via educação em todos os níveis; no econômico, avanço na direção dos serviços avançados; na qualidade urbana, uma melhora através de mais e melhor mobilidade; e em sustentabilidade via Rio Capibaribe”, descreve o gerente.

Com base nos insumos levantados nas etapas anteriores do projeto, foi produzido e apresentado na reunião do Conselho Recife 500 Anos, realizada em dezembro de 2015, o Caderno de Trabalho com a narrativa e sínteses preliminares da Visão de Futuro do Recife. No evento, foi realizada uma dinâmica para aprofundamento e validação da visão e, após a consolidação do resultado, será devolvida à sociedade para debate. “A partir daí, já será possível elaborar as estratégias de desenvolvimento e a carteira de projetos estratégicos. Será preciso também alinhar toda a estratégia de desenvolvimento da cidade com os processos de planejamento e gestão do Recife para definir o modelo de gestão focado em resultados”, complementa João Salles.

 
Macroplan na mídia

À espera da retomada

Alívio. É o que o país espera depois da votação, hoje, da admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Governistas esperam que ele seja rejeitado e que, assim, possam ser votadas medidas para reverter a crise. A oposição, que tem chances de vencer hoje, espera formar um novo governo em torno de Michel Temer no cargo de presidente da República, com um ministério de notáveis e mais respaldo para aprovar reformas do que o atual governo.

Analistas de mercado são, na maioria, otimistas com as chances de um governo Temer – menos do que há algumas semanas, porém. No cenário em que Dilma permanece no cargo, predominam aspectos negativos, embora haja alguns sinais favoráveis. A piora das perspectivas com Temer no poder se explica pela deterioração das perspectivas de crescimento do país. “Não haverá tempo para reverter isso neste ano. Na melhor das hipóteses, poderá acontecer em 2017”, alerta Thaís Marzola, economista-chefe da Rosenberg Associados. A previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 passou de 4,2% para 4,5% em algumas semanas. Sob Dilma, passou de 4,5% para 5,5% negativos.

“O ambiente político está muito tóxico, e continuará assim, mesmo com Temer”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para a América Latina da consultoria internacional Eurásia. Ele alerta também para o fato de que a Lava-Jato vai continuar, e pode dificultar a vida de Temer. Além disso, haverá protestos de sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT, partido que sairia derrotado do processo. Os que veem sinais de melhora significativos chamam atenção para o fato de que Temer já chega com maioria formada no Congresso, e, negociador habilidoso, terá condições de até mesmo ampliá-la.

“O impeachment não é solução para nada. Mas a crise econômica nos empurrou para cá. É de esperar que surjam, a partir disso, soluções para o quadro que enfrentamos”, diz a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. “É possível termos uma confiança desconfiada, ainda que não entusiasmada”, comenta o economista Claudio Porto, presidente da Macroplan. Na avaliação dele, será possível aprovar medidas importantes, como a mudança das regras do Pré-Sal, já votadas parcialmente. Com menos obrigações para a Petrobras, que está sem caixa, devem voltar os investimentos no setor de óleo e gás, cuja queda é responsável pela maior parcela do tombo sofrido pela taxa de investimentos nos últimos anos. “O ambiente político está muito tóxico, e continuará assim, mesmo com Temer”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para a América Latina da consultoria internacional Eurásia. Ele alerta também para o fato de que a Lava-Jato vai continuar, e pode dificultar a vida de Temer. Além disso, haverá protestos de sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT, partido que sairia derrotado do processo. Os que veem sinais de melhora significativos chamam atenção para o fato de que Temer já chega com maioria formada no Congresso, e, negociador habilidoso, terá condições de até mesmo ampliá-la. 

Porto também espera um “freio de arrumação” nos fundos de pensão, que enfrentam sérios desequilíbrios. Além disso o governo poderá conseguir a aprovação de regras, como a do teto para gastos públicos. São propostas que o atual governo tentou emplacar sem sucesso, diante do esfacelamento da base de apoio. “Temer conseguirá atrair nomes de destaque para os ministérios”, diz Zeina. Os ex-presidentes do Banco Central, Armínio Fraga e Henrique Meirelles teriam grande trânsito não só no mercado, mas também na administração pública, na qual já atuaram. É também o caso do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, ex-secretário do Tesouro Nacional e diretor do Fundo Monetário Internacional.

Porto duvida, como a maior parte do mercado, que será possível aprovar uma reforma da Previdência. Zeina está na minoria confiante. “Poderá ser aprovado algo para o futuro, com regras de transição, que ajudaria a volta da confiança”, explica. Ela espera também a retomada do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), iniciada por Joaquim Levy.

Na eventualidade de o governo Dilma continuar, uma vantagem imediata seria a retirada do processo de impeachment do meio do caminho. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva teria maior ascendência sobre o governo e poderia usar seu capital político para aprovar reformas. “Ele vai tentar fazer uma nova carta aos brasileiros, a exemplo da que fez em 2002, na campanha”, diz Castro Neves. Dilma seria apenas a ocupante do cargo de presidente, não a responsável pelas decisões. Lula tenderá fazer um discurso para a esquerda do partido, mas com políticas mais ao centro, na tentativa de conseguir a maioria no parlamento. “Mas ele não vai contar com a tolerância que Temer terá”, avisa Castro Neves. Há várias dúvidas no horizonte, com a permanência de Dilma no cargo. Uma delas é o surgimento de novos processos de impeachment, que poderão reacender a instabilidade.

A economista chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, avisa que a possível chegada de Temer ao Palácio do Planalto estancaria a sangria nas contas públicas e traria de volta parte da confiança perdida nos últimos cinco anos. Apesar de acreditar na habilidade política do vice-presidente, ela alerta que ele precisará costurar acordos com os parlamentares para aprovar as reformas necessárias ao país. Com a aprovação desses projetos, a inflação cederá, os juros devem cair e a economia iniciará um processo de retomada a médio prazo. “Não significa que ele será o salvador da pátria. Precisamos aumentar impostos, em um primeiro momento”, afirmou. Nas contas dela, caso Dilma continue, o déficit nas contas públicas pode ultrapassar 3% do Produto Interno Bruto (PIB) porque o governo não conseguirá as receitas extraordinárias previstas no orçamento. 

Macroplan na mídia

País não escapa de fechar ano em recessão

Para economistas Temer pode até mudar expectativas, mas ajuste será recessivo

Com Dilma Rousseff ou Michel Temer na Presidência da República, a economia brasileira sofrerá. As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) são de que o Brasil vai ter um novo ano de recessão, independentemente do cenário político que se desenha a partir de hoje.

Por ora, as previsões iniciais mostram que a queda na economia de e ser mais branda se o PMDB chegar ao poder. A Macroplan, que consolidou projeções de uma dezena de consultorias e ouviu analistas e especialistas de diferentes correntes, sintetiza a perspectiva atual: “Para a maioria haverá alivio se Dilma sair e deterioração se ela ficar, mas ninguém tem a ilusão de que a economia via se recuperar facilmente”, diz Claudio Porto, presidente da Macroplan.

A vantagem com Temer, acreditam, é iniciar um processo de retomada da confiança na economia brasileira. “A melhora na confiança será relativamente rápida”, afirma Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

No conjunto de ações esperadas de Temer estão a aceleração do programa de concessões em infraestrutura e o maior controle dos gastos públicos. “Um lado da história (do ajuste do Temer) é recessivo: é aumento de imposto e corte de gasto”, afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada.

No caso da presidente Dilma Rousseff sobreviver à votação na Câmara dos Deputados, o receio dos analistas é que ela possa fazer uma guinada para a esquerda na política econômica como forma de responder ao apoio dos movimentos socais durante o processo de impeachment.

O cenário de uma mudança brusca na economia não é um consenso. Uma parte dos economistas acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve surgir como a força principal do governo Dilma e comandar a repactuação com partidos de centro para colocar em prática uma política econômica bastante parecida com a adotada em seu primeiro mandato.

Macroplan na mídia

Com Dilma ou com Temer, ajuste da economia será duro

Para analistas, estrago é extenso e profundo e não será fácil colocar o país nos trilhos

A polarização que se acirrou na arena política, nos últimos dias, não se reproduz na seara econômica.

Apesar de os especialistas visualizarem cenários completamente distintos a partir do impeachment, há praticamente um consenso: oestrago na economia é extenso e profundo e não há ajuste fácil para nenhum dos dois lados que se dividem no impeachment, previsto para ser votado na Câmara neste domingo (17/04).

O economista Nelson Marconi, coordenador executivo do Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), define a situação.

Quer seja com a permanência da presidente Dilma Rousseff no comando do país ou com uma eventual chegada do hoje vice Michel Temer, a retomada do crescimento só será viável pelo duro caminho de reformas que precisam de aprovação do Congresso.

“E é o Congresso que está aí, né? É preciso ver quem tem uma capacidade maior de articulação para fazer essas reformas”, diz.

O Congresso assumiu um papel de responsabilidade na economia brasileira pela vasta lista de desequilíbrios macroeconômicos que precisam de reformas e apoio dos parlamentares para serem corrigidos.

No topo da preocupação está a questão fiscal. Este ano, o relatório Prisma, pesquisa realizada pelo Ministério da Fazenda com bancos, corretoras e consultorias, projeta um rombo fiscal do governo central de R$ 100,4 bilhões.

Com Dilma ou Temer na Presidência da República, será preciso muita negociação com os parlamentares para desenrolar o nó político do país e, consequentemente, destravar a economia.

“Em relação ao Congresso, eu sou muito cético”, diz Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. “É preciso esperar para ver.”

As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) são de que o Brasil vai ter um novo ano de recessão, independentemente do cenário político que se desenhe a partir deste domingo.

Por ora, as previsões iniciais mostram que a queda na economia deve ser mais branda se o PMDB chegar ao poder.

A Macroplan, que consolidou projeções de uma dezenas de consultorias e ouviu analistas e especialistas de diferentes correntes, sintetiza a perspectiva atual:

“Para a maioria, haverá alívio se Dilma sair e deterioração se ela ficar, mas ninguém tem a ilusão de que a economia vai ser recuperar facilmente”, diz Claudio Porto, presidente da Macroplan.

A vantagem, com Temer, acreditam, é iniciar um processo de retomada da confiança na economia brasileira.

“A melhora na confiança será relativamente rápida”, afirma Sergio Vale, economista-chefe de MB Associados.

No conjunto de ações esperadas de Temer estão a aceleração do programa de concessões em infraestrutura e o maior controle dos gastos públicos.

“Um lado da história (do ajuste do Temer) é recessivo: é aumento de imposto e corte de gasto”, afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada.

No caso de a presidente Dilma Rousseff sobreviver à votação na Câmara dos Deputados, o receio dos analistas é que ela possa fazer uma guinada para a esquerda na política econômica como forma de responder ao apoio dos movimentos sociais durante o processo de impeachment.

O cenário de uma mudança brusca na economia não é um consenso.

Uma parte dos economistas acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve surgir como a força principal do governo Dilma e comandar um repactuação com partidos de centro para colocar em prática uma política econômica bastante parecida com a adotada em seu primeiro mandato.

 

Macroplan na mídia

Em Ebulição

O parecer do relator Jovair Arantes (PTB), favorável ao impeachment de Dilma Roussef, pode ser chamado de qualquer coisa pelo governo, mas foi perspicaz. Considerou as questões jurídicas e as pedaladas fiscais, descartou uma das imputações e citou o ambiente de recessão e de desemprego em que a questão – essencialmente política – se desenvolve.

Sendo assim, o parecer virou senha para pressionar os partidos, atrair apoios e convencer os que são, ou se dizem, indecisos. O presidente do PP, Ciro Nogueira, anuncia que o partido é contra o impeachment, mas o racha interno não deixa nada a deverão do PMDB e pode ser bem ilustrado por Paulo Maluf. Antes contra, agora ele se diz a favor do afastamento de Dilma, indignado com a imoralidade da compra de votos pelo governo. A gente bem poderia dormir sem essa…

O pequeno PV, que abriga o deputado Sarney Filho, caçula do ex-presidente José Sarney, um dos próceres do PMDB, vai votar contra Dilma. A forte e suprapartidária bancada evangélica também. No PMDB, o senador Romero Jucá assume a presidência pronto para os embates com o governo e com a ala governista. Ele tem dois trunfos: a tribuna do Senado a qualquer momento e o fato de ter votado contra Dilma e a favor do tucano Aécio Neves em 2014. De incoerência, não pode ser acusado.

“O processo (de impeachment) está em aberto. Não há vencedor ainda. É um processo em ebulição nos partidos, na sociedade e nos poderes da República”, disse ele ontem, depois de enviar para o Conselho de Ética do PMDB os pedidos regionais de expulsão dos que insistem em se manter ministros. Pensa, ainda, em fechar questão a favor do impeachment. Ou seja: os pemedebistas que votarem contra estarão sujeitos a sanções.

Fora do Congresso, mas nem tanto, a Confederação Nacional da Agricultura e a Sociedade Rural Brasileira divulgaram notas apoiando o afastamento da presidente. Não fosse por outra coisa, porque não digeriram os palanques de Dilma no Planalto, aquiescendo quando militantes rurais ameaçaram invadir fazendas caso ela caia. Detalhe: a presidente licenciada da CNA é Katia Abreu, ministra da Agricultura e amiga de Dilma.

Esse movimento do setor ruralista  vai ao encontro do que a consultoria Macroplan apurou, de 28 a 31 de março, com 60 empresários , executivos, gestores públicos, economistas, cientistas políticos e jornalistas: para 61%, Dilma sofrerá impeachment ainda neste ano. Além disso, 14% acreditam em cassação pelo TSE, 14% que Lula possa repactuar o governo, 7% que Dilma ficará e a economia continuará a afundar. Do total, 4% ainda creem na renúncia.

Em Brasília, ninguém sabe com certeza o que vai acontecer, mas todo mundo sabe que alguma coisa tem de acontecer. Impeachmente ou não, cassação da chapa Dilma-Temer bo TSE, antecipação das eleições…Quem tem tanta alternativa é porque, talvez, não tenha nenhuma. Ou só tenha, de fato, uma: o impeachment.

Os defensores dessa atese acreditam que a economia, a Lava Jato e as delações sobre as campanhas de Dilma têm um efeito direto no eleitor. Logo, no voto do parlamentar sobre o impeachment. Como diz Jucá, refletindo um temor generalizado: “Sem impeachment, o dia seguinte não será de vitória do governo e de Dilma, mas um estouro do mercado, com o agravamento de uma situação na economia que já é dramática e se agrava com grande velocidade”. Quem haverá de discordar?

Notícias

Planejamento Estratégico do Sistema FIEC em nova etapa

O Planejamento Estratégico do Sistema FIEC avança mais uma importante etapa: a da implementação. O trabalho, coordenado pela Macroplan, já construiu uma visão integrada de atuação de todas as entidades que compõem o Sistema – SESI, SENAI, IEL, e CIN – de modo a garantir uma ação sinérgica e alinhada entre elas.

Nesta nova etapa, realizada entre os meses de outubro e dezembro de 2015, o projeto teve quatro importantes desafios: definir métricas de desempenho para os objetivos do mapa estratégico do Sistema FIEC, estruturar uma carteira de projetos estratégicos, implantar um escritório de projetos (PMO) e desenvolver nas equipes competências e capacidades críticas ao processo de monitoramento estratégico.

Atenta a esses desafios, a equipe da Macroplan desenvolveu um modelo de monitoramento para acompanhar o andamento da carteira de projetos e avaliar o desempenho de cada entidade do Sistema, por meio de indicadores e metas. Para atuar em rede, também foi implantado um escritório de projetos (PMO) para operar como centro de apoio, no qual as informações referentes aos prazos, custos e resultados da carteira encontram-se centralizadas e facilmente disponíveis, de modo a auxiliar no suporte à tomada de decisão no nível estratégico. “Ao atuar na superação de riscos e restrições de alto impacto para a execução da carteira, o PMO garante o alinhamento da carteira à estratégia corporativa”, explica Tobias Albuquerque, gerente do projeto.

Segundo o gerente, ter uma fase de implementação da estratégia bem-sucedida é fundamental para transformar as intenções planejadas em ações e resultados concretos. “Ao longo dos anos, a Macroplan acabou acumulando uma experiência considerável na implantação de estruturas gerenciais especialmente designadas para apoiar a tomada de decisão no nível estratégico, seja no âmbito governamental ou privado. A orientação por negócios, juntamente com o novo modelo de gestão estratégica, constitui inovações importantes para o Sistema FIEC.”

CASE: conheça a metodologia aplicada no trabalho com a FIEC

ARTIGO: PMO estratégico de alto impacto