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Macroplan na mídia

São Paulo e Rio em polos opostos

Apesar de a escassez de recursos financeiros ser semelhante, os municípios brasileiros demonstram diferenças significativas na capacidade de entregar resultados para a população.

É o que revela um estudo da consultoria Macroplan, que avaliou 16 indicadores em quatro áreas (educação, saúde, segurança, saneamento e sustentabilidade) das 100 maiores cidades do país em termos de população.

De acordo com o levantamento, oito cidades do interior de São Paulo destacam-se entre as dez melhores (A liderança ficou com a paranaense Maringá). Eis as paulistas mais bem colocadas: Piracicaba (2ª no ranking geral), São José do Rio Preto (3ª), São José dos Campos (4ª) e Franca (5ª).

Entre os 10 piores resultados, quatro estão no Rio de Janeiro: São João de Meriti (95ª posição no ranking das 100 cidades), Duque de Caxias (96º), Nova Iguaçu (97º) e Belford Roxo (99º), município que só não perde para Ananindeua (PA), que ocupa a 100ª posição. 

Notícias

Não se trata apenas de dinheiro

Gustavo Morelli – diretor Macroplan

Adriana Fontes–  economista senior Macroplan

 

A crise dos estados atingiu fortemente os três níveis de governo. Parece haver consenso que não será possível sair dela pela via do aumento da carga tributária. Ao lado de uma agenda de reformas e revisão de todo tipo de vantagem ou concessão que não se justifique é preciso desenhar uma robusta agenda de melhoria da qualidade e produtividade do gasto público. Mas será possível obter ganhos relevantes neste campo? Um olhar sobre o desempenho dos estados na execução de algumas de suas políticas indica que sim.

Para entender melhor este cenário e os melhores caminhos a trilhar, entrevistamos nosso diretor Gustavo Morelli e a economista e consultora sênior da Macroplan Adriana Fontes.

Morelli, apenas aportar dinheiro é garantia de melhores resultados em índices de desenvolvimento na gestão pública?

Morelli: Não. Para você ter uma ideia, Bahia e Goiás tinham o mesmo IDEB do Ensino Médio da rede estadual em 2009 (3,1). Mas enquanto o de Goiás subiu para 3,8 em 2015, o da Bahia caiu para 2,9. No mesmo período o investimento por aluno neste nível de ensino ficou praticamente estável em termos reais em Goiás enquanto o da Bahia subiu 80%.

Em outro exemplo, Pernambuco e Bahia apresentaram despesas com segurança per capita muito próximas em 2014 (R$ 235 em PE e R$ 227 na BA) e aumentos similares nos gastos reais nestas despesas entre 2005 e 2014 (52% e 56%, respectivamente), mas tiveram variações opostas na taxa de homicídio. Em Pernambuco a taxa de homicídios diminui de 50,2 para 35,7 por 100 mil habitantes, na Bahia subiu de 19,9 para 37,3, no mesmo período.

A mortalidade infantil no estado de Ceará caiu de 22,4 para 12,3 por mil nascidos vivos. O estado evolui da 23ª para 08ª menor taxa entre os vinte e sete estados, entre 2004 e 2014. No mesmo período o Amazonas passou de 12ª para 21ª posição, segundo o Datasus.

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Piracicaba é 2ª melhor do Brasil em ‘gestão municipal’, segundo estudo

Levantamento de consultoria avalia desempenho de 100 maiores cidades – Índice comparou situação dos municípios no período entre 2005 e 2015.

Um estudo entre as 100 maiores cidades do Brasil colocou Piracicaba (SP) como a 2ª melhor do país em gestão municipal. O levantamento da consultoria Macroplan avaliou, segundo a empresa, o desempenho dos municípios de 2005 a 2015 nas áreas de educação e cultura, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade.

Entre as melhores cidades indicadas no estudo, Piracicaba aparece atrás de Maringá (PR) e à frente de São José do Rio Preto (3º), São José dos Campos (4º) e Franca (5º), além de Campinas (6º), Limeira (8º) e Ribeirão Preto (11º).

O Índice Desafios da Gestão Municipal (IDGM) também listou as piores cidades do país. Considerados os mesmos 16 indicadores nas mesmas quatro áreas, o ranking dos municípios em situação mais complicada reúne: Duque de Caxias (RJ), na 96ª posição, seguida de Nova Iguaçu (RJ), Macapá (AP), Belford Roxo (RJ) e Ananindeua (PA), no 100º lugar.

As 100 maiores cidades do país analisadas no estudo representam, juntas, metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme a consultoria.

Dados do estudo

Os números específicos do desempenho de Piracicaba entre 2005 e 2015 podem ser vistos no portal da companhia que realizou o levantamento (clique neste link para acessar os dados da cidade). O estudo completo, com resultados dos 100 municípios avaliados, também pode ser consultado no site da consultoria

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Lições das cidades que fizeram muito com pouco

Administrações devem priorizar verbas e ser produtivas

Ter recursos disponíveis para investir sem dúvida é um fator de peso no planejamento de uma gestão pública. Entretanto, cada vez mais fica evidente que ter milhões e milhões em caixa não garante a execução de serviços de qualidade para a população. O que é certo nesse contexto é que saem na frente aquelas administrações que têm a capacidade de identificar prioridades, direcionar adequadamente suas verbas e serem produtivas.

Exemplos de quem tem aproveitado melhor esses recursos e dado um retorno maior aos seus moradores, na última década, podem ser observados no estudo Desafios da Gestão Municipal, da consultoria Macroplan, que avaliou as 100 maiores cidades brasileiras do período de 2005 a 2015.

O levantamento ranqueou os municípios ” com mais de 266 mil habitantes ” a partir da análise de 16 indicadores divididos em quatro áreas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. No topo, aparece a cidade de Maringá (no Paraná), seguida por Piracicaba (2ª colocação) e São José do Rio Preto (3ª), ambas em São Paulo.

Para o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, o bom resultado do município, que saltou da 14ª posição em 2005 para a 2ª em 2015, está diretamente atrelado ao planejamento feito nos últimos anos. “Nesses 10 anos, a administração elaborou e executou um plano bem articulado em várias áreas, e teve foco”.

Negri cita que na educação a prioridade foi para o ensino infantil, que ampliou sua rede, passando de um atendimento de 6 mil alunos para 15 mil. “Com certeza, esse foi um dos motivos que nos fez, em uma década, saltar da 22º lugar para o 1º”.

Já Maringá dá lições de que mesmo tendo um PIB que representa apenas 4,1% do PIB estadual, é possível alcançar bons indicadores. Referência na saúde, a cidade – a 5ª mais bem colocada entre as 100 nesse quesito – realizou nos últimos anos investimentos que garantiram grande cobertura de atendimento básico, baixa taxa de mortalidade infantil e elevada proporção de bebês nascidos vivos.

Em São José do Rio Preto, o secretário de Planejamento, Israel Cestari, frisa que os indicadores são consequência das políticas públicas implementadas. “Estamos privilegiando a atenção para programas nas áreas de assistência social, esportes, entre outras. Na área da saúde, por exemplo, ações de prevenção da população da 3ª idade é um dos destaques, em especial com foco nas doenças crônicas”, ressalta o secretário.

Contraponto

O diretor da Macroplan, Glaucio Neves, pondera que mesmo as três cidades estando nas primeiras colocações do ranking não significa que elas não tenham o que melhorar. Ele observa que a segurança é uma das áreas mais sensíveis. Em todos esses lugares, os municípios perderam posições. “Por isso, a melhoria da produtividade dos gastos deve ser contínua. Os gestores têm que perseguir a eficiência”.

Na avaliação do professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB), José Matias-Pereira, um caminho para isso está na estruturação da equipe de governo, que deve agregar conhecimento técnico e capacidade de se aproximar e comunicar com a população.

Eduardo Ozório, economista e mestre em Administração Pública, acrescenta que os gestores também devem ter a capacidade de lidar com a imprevisibilidade. “As variáveis econômicas e sociais estão muito instáveis. O prefeito não pode fechar os olhos para isso. Tem que formar um núcleo que não permita que os problemas de curto prazo atropelem o trabalho que vem sendo feito”.

Bons exemplos

Maringá

Primeira colocada no ranking geral, Maringá ocupa a 5ª posição na área de saúde. Indicadores como grande cobertura de atendimento básico, baixa taxa de mortalidade infantil e elevada proporção de bebês nascidos vivos são destaques.

Piracicaba

O município mais que duplicou em dez anos o atendimento na educação infantil, ao passar de 6 mil para 15 mil alunos atendidos. Também investiu em mais equipes de saúde da família, passando de 20, em 2005, para 50, em 2015. Realizou processo de urbanização e saneamento em 23 favelas.

São José do Rio Preto

O setor de serviços em saúde é umas das referências do município. Um dos investimentos que a prefeitura destaca ter feito nessa área são as ações de prevenção da população da 3ª Idade, em especial com foco nas doenças crônicas.

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As melhores e piores 100 grandes cidades do Brasil

Das 10 grandes cidades com melhor desempenho no ranking, oito são da região Sudeste. Maringá, no Paraná, lidera

São Paulo – Desde março de 1999, a enfermeira Ana Eloiza Rodrigues, de 31 anos, percorre mais de 200 km quando precisa ir ao médico. Depois de receber um diagnóstico equivocado em um posto de saúde em Querência do Norte, no Paraná, ela  criou o hábito de se consultar nos hospitais de Maringá, na região Norte do estado.

Segundo Ana Eloiza, que tem três filhos com menos de 12 anos, as mães que habitam Querência do Norte costumam repetir o mesmo trajeto quando precisam de um atendimento médico de qualidade. “Maringá é a nossa referência de bom tratamento”, diz a enfermeira. “Tanto no SUS, como no particular, lá é onde nós procuramos ajuda”.

Com pouco mais de 400 mil habitantes, a cidade de Maringá foi eleita a primeira na lista das melhores grandes cidades do Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.

Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. Os pesos dos indicadores e das áreas que compõem o índice foram divididos da seguinte forma: 35,3% para educação e cultura; 35,3% para saúde; 20,6% para infraestrutura e sustentabilidade e 8,8% para segurança.

O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida no local.

Na área de saúde, por exemplo, Maringá ficou na 5ª posição entre as 100, com um índice de 0,686. O que, segundo a análise da Macroplan, significa que a cidade tem elevada cobertura de atendimento básico, baixa taxa de mortalidade infantil e elevada proporção de bebês nascidos vivos.

De acordo com Glaucio Neves, diretor da consultoria, Maringá sempre se destacou em gestão pública. “A primeira posição no ranking não foi uma surpresa. Afinal, a cidade tem indicadores muito equilibrados em quase todos os setores”, diz.

Quando o assunto é segurança, no entanto, a cidade deixa a desejar: nessa área, Maringá aparece em 39º lugar entre os 100 maiores municípios do país.

Por lá, a proporção de assassinatos a cada grupo de 100 mil pessoas, por exemplo, é maior do que em São Paulo, que concentra mais de 12 milhões de habitantes.

Em 2015 – dados mais recentes disponíveis -, a prefeitura de Maringá desembolsou cerca de R$ 37 com segurança pública por pessoa. Para ser te ideia da disparidade, a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, e que também abriga 400 mil moradores, teve investimento per capita de R$ 96.

Para Neves, diretor da Macroplan, os principais desafios das gestões municipais se resumem em três esferas centrais: aumento da produtividade dos gastos públicos (produzir mais com os mesmos recursos), priorizar os projetos no setor de educação e ter uma governança compartilhada com a sociedade.

“Em períodos de crise é preciso forçar uma reflexão”, afirma. “Essa combinação de fatores torna uma cidade mais eficiente e com serviços melhores para a população. Os prefeitos precisam inovar e buscar formas alternativas de gestão”.

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Maiores cidades de SC perdem posições em ranking que mede qualidade dos serviços públicos

Maiores cidades do Estado, Joinville, Florianópolis e Blumenau perderam posições em um ranking que mede a qualidade dos serviços prestados à população. A informação faz parte do estudo Desafios da Gestão Municipal, feito pela Macroplan Prospectiva Estratégia & Gestão com dados de 2005 e 2015. Foram avaliadas as 100 maiores cidades do país – com mais de 266 mil habitantes – sob indicadores divididos em quatro áreas: educação e cultura, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade.

A Capital catarinense continua como a cidade mais bem posicionada do Estado, porém caiu da oitava posição geral para a 17ª. Blumenau vem em seguida, descendo do 22º lugar para o 27º. Já Joinville foi da 23ª posição para a 33ª. Na prática, os três municípios catarinenses obtiveram uma melhora no índice base da pesquisa, porém o ritmo foi menor do que as líderes do ranking, na maior parte cidades do interior de São Paulo e do Paraná.

Florianópolis, Joinville e Blumenau ganharam posições no quesito educação, mas o movimento foi no sentido inverso na saúde. Nesse item, Florianópolis liderava em 2005, porém caiu para a nona colocação nacional 10 anos depois. Joinville era a vice-líder e teve um ritmo menor de queda, passando para a oitava colocação. Na segurança, o destaque positivo fica para Blumenau, que, apesar de ocupar a 14ª colocação geral, tem o menor índice de homicídios para cada 100 mil habitantes entre as cidades pesquisadas.

Na outra ponta, as principais cidades catarinenses estão na parte de baixo da tabela quando o assunto é infraestrutura e sustentabilidade, o que inclui saneamento. A pior situação é a de Joinville, com o 76º lugar, o segundo pior do Sul do país. Segundo o professor de administração pública Leonardo Secchi, pro-reitor de planejamento da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), a perda de posições das cidades catarinenses no ranking geral pode ser explicado pelo fato de já estarem em um patamar mais elevado nos levantamentos anteriores.

“Houve avanços nos últimos 10 anos, mas foram mais acentuados em municípios que tinham situação mais vulnerável, em outras regiões do país. Ainda assim, SC está bem posicionada”, diz Secchi.

O período analisado pelo estudo foi de grande aumento das receitas das prefeituras. Apesar disso, a maioria apresentou avanços tímidos nos indicadores. Segundo Glaucio Neves, um dos coordenadores do estudo, houve aumento real de 20% do dinheiro que entra, porém o custeio cresceu igual. Por isso, os desafios são maiores para os prefeitos que assumiram em janeiro.

“Essa época de bonança que a gente viveu passou. Muitas prefeituras não cuidaram quando se tinha muito, e o resultado se vê agora” afirma Neves.

Diante desse quadro, a receita de equilíbrio passa pelo clássico “fazer mais com menos”, o que implica em cortes de gastos:

“O que a gente coloca no estudo é que precisa se aumentar a produtividade do gasto”.Como exemplo, cita a diferença do que é gasto com o que é entregue na educação. Dados de 2015 apontam que Florianópolis gasta anualmente R$ 11,1 mil por ano para cada aluno da rede municipal e tinha uma nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 6,1. Joinville tem produtividade muito maior, com nota 7,0 e um gasto por estudante de R$ 4,7 mil.

Um dos economistas mais respeitados do país, Raul Velloso acredita que os prefeitos precisam segurar o aumento da folha salarial ou terão dificuldade em cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para isso, eles terão de convencer os servidores do momento delicado vivido pelo país, a fim de evitar paralisação ou greves, como a que ocorreu em Florianópolis no início do ano.

“É preciso fazer uma contenção de gastos de pessoal. No setor privado, as empresas mandam embora em uma recessão, e hoje temos mais de 12 milhões de desempregados. Trata-se de uma questão de convencimento. Vivemos a maior crise econômica da história. Como o setor público não demite ninguém, segurar os reajustes é a única opção”, afirma o economista.

Entenda o estudo

– O levantamento Desafios da Gestão Municipal considera quatro áreas para formar o índice-base do ranking, o IDGM. Os setores englobados são saúde, educação, segurança e infraestrutura e sustentabilidade e a comparação é entre os anos de 2015 e 2005. Os dados usados para fazer o ranking são públicos e divulgados pelos governos federal, estaduais e municipais.

– No caso da saúde, são considerados os itens taxa de mortalidade infantil, percentual de cobertura das equipes de atenção básica, taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis e proporção de nascidos vivos com mães com 7 ou mais consultas de pré-natal.

– Na educação, considera-se os itens Ideb ensino fundamental I (notas das escolas públicas), IDEB ensino fundamental II (notas das escolas públicas), taxa de matrículas em creche sobre o total de crianças entre 0 e 3 anos e a taxa de matrículas em pré-escola sobre o total de crianças entre 4 e 5 anos de idade.

– No caso da segurança, leva-se em conta a taxa de homicídios e a taxa de óbitos no trânsito (por 100 mil habitantes).

– Na infraestrutura e sustentabilidade, considera-se o índice de esgoto tratado, o índice de atendimento de água, a taxa de perdas na distribuição de água e a taxa de cobertura de coleta de lixo domiciliar.

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Campinas é a 6ª entre as 100 melhores do país

No cenário de crise e escassez de recursos financeiros, decorrentes da estagnação econômica dos últimos anos, Campinas se destaca como a 6ª melhor cidade do País entre os 100 maiores municípios brasileiros, na segunda edição do ranking ‘Desafios da Gestão Municipal’, da consultoria Macroplan. O principal avanço foi na área de Saúde. Em Educação, Campinas perdeu seis posições. Das dez melhores posições no ranking, oito cidades são do Interior de São Paulo. A radiografia mostra as áreas críticas de vários municípios, mas também mostra como algumas cidades, apesar da crise, conseguiram fazer entregas razoáveis para a sociedade com poucos recursos, inovando no campo da gestão.

Feito com o apoio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), o estudo analisou os dados das 100 maiores cidades brasileiras em termos de população – aquelas com mais de 266 mil habitantes. No Índice de Desafios da Gestão Municipal (IDGM) ? que consolida 16 indicadores em quatro áreas: Educação, Saúde, Segurança, Saneamento e Sustentabilidade, as cidades do Interior se destacaram entre as melhores. Campinas aparece na 6ª posição. Mas antes estão as cidades de Piracicaba, que aparece na 2ª posição do ranking geral, São José do Rio Preto (3ª), São José dos Campos (4ª) e Franca (5ª). Na 1ª posição está a cidade paranaense de Maringá.

O levantamento comparou a posição das cidades no intervalo de dez anos. Na área da Saúde, Campinas aparece na 6ª posição entre as 100. O indicador leva em conta a taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis; proporção de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal; cobertura das equipes de atenção básica e a taxa de mortalidade infantil. Há dez anos, a cidade ocupava a 10ª posição na área da Saúde. Em Infraestrutura e Sustentabilidade, Campinas passou da 22ª para a 21ª posição.

Campinas ainda foi destaque na área de Segurança, passando da 56ª posição em 2005 para a 25ª posição em 2015, considerando as 100 cidades. Embora a classificação ainda seja considerada alta, o município conseguiu reduzir as taxas de homicídios de 36,7% para 17,2%, entre 2004 e 2014. No segundo critério, que é a taxa de óbitos no trânsito, Campinas conseguiu reduzir de 19,9 para 19,3 o total de mortes no mesmo período. Na área de Educação e Cultura, Campinas aparece como a 16ª cidade no ranking, perdendo seis posições entre 2005 e 2015. Esse indicador leva em conta o número de matrículas em creches e pré-escola, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o número de museus por habitante.

Adriana Fontes, economista da Macroplan e responsável pelo estudo, destacou que no ranking geral Campinas ganhou três posições nos últimos dez anos. “É curioso observar que o Interior de São Paulo tem um destaque positivo. Das dez primeiras colocadas no ranking oito são do Interior de SP. No caso específico de Campinas, quando você analisa, a área de Saúde puxa mais a cidade. Segurança, das quatro áreas, é a que tem uma situação um pouco pior, mas melhorou”, comenta. Ela ainda ressalta que o objetivo do estudo é mostrar o desempenho dos municípios para identificar boas práticas que possam servir de inspiração para outras cidades. “Nesse momento de escassez de recursos é importante destacar as boas práticas para que os demais municípios possam aplicar melhor os seus recursos e conseguirem melhores resultados para população.”

Prefeito destaca o papel de Campinas como polo

O prefeito Jonas Donizette (PSB) afirmou que o estudo tem ainda mais peso quando se leva em conta o contexto da crise econômica enfrentada pelos municípios brasileiros. “É um ponto que valoriza o estudo. Ninguém pode negar que a gente está administrando a cidade numa das épocas mais difíceis do País, crise econômica de três anos seguidos, queda do PIB. E o estudo mostra que Campinas melhorou no geral. Saiu do 9ª para o 6º lugar. Está na frente de todas as capitais. Tem a sua frente apenas cidades menores. Importante lembrar que as cidades maiores também recebem pressão de toda uma região. Além das questões da cidade, Campinas administra as questões regionais porque é uma cidade polo.”

O estudo traz ainda outros indicadores, como a transparência, em que Campinas aparece na 47ª posição. No planejamento urbano é um dos 84 entre os 100 municípios. Já em relação à gestão descentralizada, aparece como a 68ª maior entre os 100. No indicador dos municípios com maior geração de receita própria a cidade tem destaque com a 6ª posição.

“Estamos concentrando nossos gastos para prestar serviços para a população. Algumas medidas que tomamos, como escola de período integral, só conseguimos implantar em 2015. Estamos colocando nossa expectativa de melhorar a questão educacional com a escola integral, melhores salários no ensino. Precisamos continuar aperfeiçoando o método para obter melhores resultados. Gestão é isso, você comemora os resultados positivos e usa os indicadores para corrigir os rumos. Sempre pode melhorar. Não é porque está bom que não vamos continuar investindo”, completou. 

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Desafios dos serviços para a população

Municípios brasileiros têm diferenças significativas na capacidade de entregar resultados à população, e alguns se destacam positivamente mesmo em meio à crise

Apesar de vivenciarem semelhante escassez de recursos financeiros, decorrente da estagnação econômica dos últimos anos, os municípios brasileiros têm diferenças significativas na capacidade de entregar resultados à população. No cenário de crise, alguns municípios se destacaram, confirmando ser possível alcançar elevados padrões com custos razoáveis. Esta é a principal conclusão da segunda edição do estudo “Desafios da Gestão Municipal”, da consultoria Macroplan, com apoio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), nas 100 maiores cidades brasileiras em termos de população (com mais de 266 mil habitantes).

Desigualdades no desempenho

Os municípios estudados representam só 1,8% das cidades brasileiras, mas respondem pela metade do que é produzido no País. Concentram 39% da população, 54% dos empregos formais, com destaque para o setor de serviços. Segundo a Macroplan, em 83 dos 100 municípios, 95% da população estão em áreas urbanas; 49 estão no Sudeste, 21 no Nordeste, 15 no Sul, nove no Norte e seis no Centro-Oeste. O estudo revela um velho problema: a disparidade de bens e serviços entregues e as diferenças de desenvolvimento, principalmente entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste.

Melhores e piores

Enquanto Maringá (PR) e Franca (SP) estão na melhor posição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do Ensino Fundamental, com nota 7,1, Olinda(PE) e Feira de Santana (BA) ficam na última colocação, com 4. Gravataí (RS) tem a menor mortalidade infantil entre as cidades pesquisadas (7,5 óbitos infantis a cada 1.000 nascidos vivos) e Petrópolis (RJ) fica na última posição (com 19,4 mortes em 1.000 mil nascidos vivos). Já Blumenau (SC) tem uma taxa de homicídios de 4,2/100 mil, enquanto Ananindeua (PA) tem 100,2 homicídios /100 mil.

Boas práticas

O estudo da Macroplan evidencia boas práticas que podem inspirar outros municípios, mas a ideia de uma receita para a solução de problemas é refutada. “É da profissionalização da gestão que resulta a possibilidade de desenvolvimento para cidades. Está na hora de repensar a gestão pública na esfera municipal”, diz o diretor da Macroplan, Glaucio Neves, lembrando que em 15 dos 100 municípios pesquisados foram identificados planos de longo prazo. “A receita das maiores cidades cresceu 15,3% em 5 anos, porém as despesas subiram 18,3%, lembra Neves.

Fazer diferente

Neste cenário, os prefeitos terão desafios maiores. Além do baixo crescimento e desemprego, duas coisa pressionam as administrações: aumento da demanda por serviços públicos e cobrança por qualidade na sua prestação. “Não tem como pensar na melhoria dos processos, serviços e gestão sem ter a análise comparativa”, diz o presidente do Movimento Brasil Competitivo, Claudio Gastal. “Fazer mais do mesmo não será possível, fazer menos é inaceitável. Resta fazer diferente”, diz a economista sênior da Macroplan, Adriana Fontes, responsável pelo estudo.

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Recife perde posições no ranking que mede desafios das cidades

No intervalo de uma década (entre 2005 e 2015), Recife perdeu posição num ranking elaborado pela Macroplan que avalia o desempenho das 100 maiores cidades do País. Intitulado Desafios da Gestão Municipal, o levantamento analisa quatro indicadores principais (educação, saúde, segurança e infraestrutura/sustentabilidade). Na comparação com as demais localidades, a capital pernambucana passou da 64ª para a 71ª colocação no desempenho geral e perdeu posições nos quesitos educação, saúde e infraestrutura. A melhora aparece na segurança (o período não contempla a situação crítica atual), enquanto o destaque é o primeiro lugar do Brasil em transparência na gestão.

O estudo mostra que as gestões municipais estão conseguindo entregar resultados diferentes à população, embora todas estejam sofrendo com a escassez de recursos financeiros e a estagnação econômica nos últimos anos. “No caso do Recife preocupa o indicador da educação, com piora da 50ª para a 74ª posição no ranking. A cidade também tem um dos maiores gastos por aluno do País (R$ 10 mil), mas não entrega um dos melhores Ideb (4,6). É preciso avaliar a qualidade do gasto, o que a gestão entrega à sociedade com cada real que recebe”, diz o diretor da Macroplan e coordenador da pesquisa, Glaucio Neves.

O intervalo de dez anos perpassa as gestões dos prefeitos João Paulo, João da Costa e Geraldo Julio. Nesse período, o Ideb do ensino fundamental 1 piorou da 80ª para a 84ª posição, enquanto o do fundamental 2 melhorou da terceira pior situação do País (97ª) para a 68ª. Também na educação houve um retrocesso no número de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches (da 39ª para a 63ª) e de crianças de 4 e 5 anos matriculadas na pré-escola (da 20ª para 73ª).

“Temos informação de que a gestão municipal do Recife tem feito um trabalho na melhora da educação e que avançou em relação a anos anteriores, mas o processo aconteceu num ritmo mais lento e não conseguiu acompanhar o desempenho das outras cidades. Por esse motivo perdeu posições”, observa Neves.

INVESTIMENTO

Por meio de nota, a PCR informa que investiu mais de R$ 192 milhões em Educação nos últimos quatro anos de gestão. “Como se sabe, os resultados na área não costumam aparecer a curto prazo. O Recife avançou no Índice Desafios da Gestão Municipal (IDGM), assim como vem melhorando no Ideb. A rede atingiu a meta dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e obteve o sexto maior crescimento entre as capitais do Brasil nos Anos Finais, depois de passar seis anos com o desempenho no Ideb praticamente estagnado. A PCR acredita que já vem melhorando a qualidade do ensino e está seguindo o mesmo caminho do Governo do Estado para, nos próximos anos, obter notas mais altas nas avaliações”.

Embora o momento atual seja de crise na segurança pública de Pernambuco como um todo, no intervalo entre 2004 e 2014, o Recife obteve melhora no indicador, passando da terceira pior situação do País (98ª posição) para a 75ª colocação.

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Odebrecht contamina Latinoamérica

La investigación del “mayor escándalo de sobornos extranjeros de la historia”, como lo ha calificado el Departamento de Justicia de EE.UU, está poniendo al descubierto las oscuras relaciones entre políticos y empresarios de la región y parece simbolizar el cierre de una etapa marcada por la impunidad generalizada de corruptos y corruptores.

“Es el fin de un ciclo de los capitalistas que prosperaron por su amistad con presidentes”, analiza para bez.es el economista Claudio Porto. En el caso del grupo empresarial brasileño que está en el epicentro de la trama, su facturación se triplicó en menos de una década bajo el mando de Marcelo Odebrecht, el ambicioso heredero de una familia de ingenieros y hombres de negocios.

Ese florecimiento coincidió con el boom económico latinoamericano, cuando Brasil y algunos de sus vecinos crecían casi al ritmo de China. Pero el auge de la compañía se debió también a sus estrechas relaciones con los Gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT) de Luiz Inácio Lula da Silva y Dilma Rousseff y, como se está sabiendo ahora, con una larga lista de mandatarios conservadores, socialdemócratas o nacionalistas por toda la región.

Odebrecht no distinguía entre izquierda o derecha: solo le importaba hacer negocio. A grandes rasgos, su sistema se basaba en financiar costosas campañas de candidatos presidenciales y parlamentarios, o bien corromper a funcionarios e intermediarios para llegar hasta los poderosos. A cambio, el conglomerado de construcción, ingeniería y petroquímica obtenía jugosas concesiones de obras públicas y leyes favorables a sus intereses.

De la bonanza a la cárcel

Hoy, una vez desmantelado el esquema, Marcelo está entre rejas, a Dilma le han arrebatado la Presidencia -aunque su destitución en 2016 no se atribuyó directamente al escándalo- y Lula se enfrenta a una avalancha de acusaciones de corrupción, lavado de dinero, tráfico de influencias y obstrucción de la Justicia.

“El modelo se ha deteriorado de forma muy rápida e intensa”, afirma Porto, presidente de la consultora Macroplan en Río de Janeiro. “Lula, por ejemplo, antes era el líder más popular y ahora casi no puede ni salir a la calle”, añade, refiriéndose al amplio sector del electorado brasileño que hoy rechaza al antiguo sindicalista en comparación con la aprobación récord (83%) de la que disfrutaba cuando abandonó el Palacio de Planalto el 1 de enero de 2011.

“Un resurgimiento de Lula sería una gran sorpresa”, opina el consultor. “Creo que ni siquiera volverá a ser candidato en 2018. Solo está haciendo una puesta en escena para mantener unido al PT, pero está muy vulnerable por su desgaste político y sus problemas judiciales”, insiste.

Gobierno bajo sospecha

Y si Lula afronta crecientes obstáculos para su posible regreso a través de las urnas, el actual presidente brasileño, Michel Temer, tampoco puede considerarse a salvo del escándalo. Las primeras filtraciones de la investigación revelaron que a mediados de 2014, cuando todavía era vice y aliado de Dilma, pidió personalmente a Marcelo Odebrecht una donación de 10 millones de reales (unos tres millones de euros) para su partido, el moderado PMDB.

En diciembre, Temer se desvinculó de las ?falsas acusaciones? y aseguró que las aportaciones de la empresa al PMDB “fueron todas por transferencia bancaria y declaradas” al Tribunal Superior Electoral (TSE). Por tanto, según el mandatario de 76 años, ?no hubo caja B ni entrega de dinero? en efectivo a petición suya.

El jefe de Estado, en cualquier caso, no puede ser juzgado por crímenes anteriores a su mandato. Pero las sospechas salpican también a importantes ministros de su Gobierno, así como a los presidentes del Senado y la Cámara de los Diputados, también aliados de Temer y recién elegidos por mayoría parlamentaria a pesar de haber sido mencionados en las investigaciones como supuestos receptores de cuantiosas donaciones a cambio de favores.

“El potencial de desestabilización del escándalo es muy grande, puesto que puede acabar alcanzando al círculo íntimo del presidente”, advierte el fundador de la consultora Macroplan. “Habitualmente me muevo entre políticos y empresarios y es impresionante el clima de aprensión. Las operaciones anticorrupción son una amenaza permanente para ellos”, explica.

Escándalo multinacional

Más allá de las fronteras brasileñas, los tentáculos del caso alcanzan, entre otros, a los expresidentes peruanos Ollanta Humala, Alan García y Alejandro Toledo, este último en busca y captura por el presunto cobro de 20 millones de dólares como contrapartida por la carretera Interoceánica Sur, así como al actual gobernante de Panamá, Juan Carlos Varela, por supuestas donaciones irregulares de la empresa para su campaña en 2014.

La onda expansiva también va llegando por capítulos, como en una telenovela, hasta los demás países donde Odebrecht dice haber pagado más de 700 millones de dólares en sobornos entre 2001 y 2016: Venezuela, República Dominicana, Argentina, Ecuador, Guatemala, Colombia, México y las excolonias portuguesas de Angola y Mozambique. Dirigentes de aquí y allá andan inmersos en una especie de sálvese quien pueda: unos, todavía en el cargo, para mantenerlo; y otros, ya alejados del poder, para evitar pasar una larga temporada a la sombra.  

 

Macroplan na mídia

Crise cria uma saudável pressão para melhorar a qualidade do gasto

O presidente da Macroplan, Claudio Porto, comentou, em entrevista à rádio CBN, os principais resultados da segunda edição da pesquisa Desafios da Gestão Municipal, que avalia indicadores críticos dos 100 maiores municipios do país. A pesquisa aponta que os municípios brasileiros demonstram diferenças significativas na capacidade de entregar resultados para a população. No cenário de crise, alguns municípios se destacaram, confirmando ser possível alcançar elevados padrões de desempenho com custos razoáveis. Para Claudio Porto os novos prefeitos podem fazer muito, mesmo em um cenário de escassez. Ouça aqui a entrevista completa: http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/60842/crise-cria-uma-saudavel-pressao-para-melhorar-qual.htm
Notícias

Gestão municipal: inovação é o caminho para superar desafios

O cenário que se apresenta aos novos prefeitos brasileiros é desafiador. Associado ao baixo crescimento e elevado desemprego vivenciado pelo país nos últimos anos, com impactos diretos sobre as receitas dos municípios, dois outros movimentos ganharam força e pressionam as administrações municipais: o aumento da demanda por serviços públicos e a cobrança por maior qualidade na sua prestação.

Conciliar menos recursos com mais demanda, somada a cobranças crescentes por melhor qualidade é o desafio que se coloca aos novos gestores. “Neste cenário de restrições fazer mais do mesmo não será possível, fazer menos é inaceitável frente às demandas existentes. Resta fazer diferente. Inovar”, destaca a economista sênior da Macroplan, Adriana Fontes, responsável pelo estudo Desafios da Gestão Municipal, que analisa o desempenho das 100 maiores cidades do Brasil num período de 10 anos.

De acordo com o estudo, a receita das maiores cidades cresceu em termos reais 15,3% nos últimos cinco anos, porém as despesas aumentaram mais, 18,3%. Apesar de vivenciarem semelhante escassez de recursos financeiros, decorrente da estagnação econômica dos últimos anos, os municípios analisados demonstram diferenças significativas na capacidade de entregar resultados para a população. Algumas cidades mostraram ser possível alcançar elevados padrões de desempenho com custos razoáveis. “O atual cenário de crise do país impõe a gestão mais eficiente dos recursos, a adoção de boas práticas, parcerias com os outros entes da federação, sociedade civil e com o setor privado, além do uso das novas tecnologias e maior transparência”, avalia Adriana.