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Macroplan na mídia

Crise cria uma saudável pressão para melhorar a qualidade do gasto

O presidente da Macroplan, Claudio Porto, comentou, em entrevista à rádio CBN, os principais resultados da segunda edição da pesquisa Desafios da Gestão Municipal, que avalia indicadores críticos dos 100 maiores municipios do país. A pesquisa aponta que os municípios brasileiros demonstram diferenças significativas na capacidade de entregar resultados para a população. No cenário de crise, alguns municípios se destacaram, confirmando ser possível alcançar elevados padrões de desempenho com custos razoáveis. Para Claudio Porto os novos prefeitos podem fazer muito, mesmo em um cenário de escassez. Ouça aqui a entrevista completa: http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/60842/crise-cria-uma-saudavel-pressao-para-melhorar-qual.htm
Notícias

Gestão municipal: inovação é o caminho para superar desafios

O cenário que se apresenta aos novos prefeitos brasileiros é desafiador. Associado ao baixo crescimento e elevado desemprego vivenciado pelo país nos últimos anos, com impactos diretos sobre as receitas dos municípios, dois outros movimentos ganharam força e pressionam as administrações municipais: o aumento da demanda por serviços públicos e a cobrança por maior qualidade na sua prestação.

Conciliar menos recursos com mais demanda, somada a cobranças crescentes por melhor qualidade é o desafio que se coloca aos novos gestores. “Neste cenário de restrições fazer mais do mesmo não será possível, fazer menos é inaceitável frente às demandas existentes. Resta fazer diferente. Inovar”, destaca a economista sênior da Macroplan, Adriana Fontes, responsável pelo estudo Desafios da Gestão Municipal, que analisa o desempenho das 100 maiores cidades do Brasil num período de 10 anos.

De acordo com o estudo, a receita das maiores cidades cresceu em termos reais 15,3% nos últimos cinco anos, porém as despesas aumentaram mais, 18,3%. Apesar de vivenciarem semelhante escassez de recursos financeiros, decorrente da estagnação econômica dos últimos anos, os municípios analisados demonstram diferenças significativas na capacidade de entregar resultados para a população. Algumas cidades mostraram ser possível alcançar elevados padrões de desempenho com custos razoáveis. “O atual cenário de crise do país impõe a gestão mais eficiente dos recursos, a adoção de boas práticas, parcerias com os outros entes da federação, sociedade civil e com o setor privado, além do uso das novas tecnologias e maior transparência”, avalia Adriana.

Macroplan na mídia

E agora prefeito ? Grandes cidades pedem (muitas) soluções

Contas desarrumadas, servidores descontentes e uma população que exige mais. Quem assumiu vai ter de mostrar que não é bom só de discurso

São Paulo – O início do ano tem sido tumultuado em Florianópolis. Desta vez, a culpa não é só dos milhares de turistas que lotam as praias da capital catarinense no verão. A questão é que, desde 17 de janeiro, boa parte dos 10.000 funcionários da prefeitura está de braços cruzados. Até o fechamento desta edição, em 6 de fevereiro, a greve não tinha prazo para acabar. Os transtornos se amontoam: moradores e visitantes frequentemente dão de cara com postos de saúde e creches fechados. A paralisação foi motivada por um ajuste fiscal anunciado pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB) logo após a posse em janeiro.

No rol das 40 medidas de austeridade estão o corte de 300 cargos comissionados e o fim de benesses típicas de governos perdulários, como a concessão de licenças remuneradas de três meses aos funcionários com mais de cinco anos de casa, o pagamento de horas extras pelo triplo do valor normal e o custeio de um passe livre nos ônibus para mais de 17.000 estudantes. Agora os servidores terão ‘apenas’ férias de 30 dias e adicional de 50% sobre o valor normal durante as horas extras.

Apenas estudantes de famílias carentes poderão tomar a condução de graça. Os demais pagarão meia passagem. O aperto tem o objetivo de reverter o rombo municipal, superior a 1 bilhão de reais no ano passado. Nas palavras do prefeito, é algo essencial para a própria sobrevivência da prefeitura, que gasta 58% do orçamento com a folha de pagamentos – 7 pontos acima do recomendado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Sem as medidas de ajuste, em setembro não teremos mais recursos para pagar funcionários”, afirma Loureiro.

O corte nas contas públicas em Florianópolis não é exceção. Depois de União e estados anunciarem ajustes por causa da queda na arrecadação de impostos causada pela crise econômica, chegou a vez de os municípios encararem a faxina. Aliás, muitas cidades brasileiras começaram o ano com um problema que tem se espalhado como um rastilho de pólvora aceso: a falta de segurança causada pelas revoltas em presídios e greves brancas de policiais.

Manaus, Porto Velho, Natal e, mais recentemente, Vitória, só para ficar nas capitais, foram abaladas por fugas de presos e crime correndo solto nas ruas. É uma situação que escapa à alçada dos prefeitos – a segurança cabe primordialmente aos governos estaduais, e a União tem sido chamada para prestar socorro, com a Força Nacional e o Exército. Mas afeta diretamente os cidadãos e é mais uma dor de cabeça para o poder municipal.

Passado pouco mais de um mês desde a posse, os prefeitos Brasil afora têm de encarar uma realidade de modo geral dura e começar a mostrar a que vieram. É verdade que não há prefeituras com endividamento comparável ao de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, em que as dívidas beiram o dobro das receitas. Mas mais de 70 administrações já declararam calamidade financeira desde janeiro, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios.

No ano passado, pela primeira vez desde 1998, as despesas superaram as receitas na soma dos 5.570 municípios do país, de acordo com a consultoria 4E. As prefeituras foram salvas por um fato extraordinário: a entrada de 12 bilhões de reais provenientes de impostos sobre recursos privados que estavam no exterior e foram legalizados com autorização do governo federal. Isso permitiu que os municípios fechassem as contas de 2016 com superávit conjunto de 5 bilhões de reais. Na projeção do banco Itaú, as prefeituras deverão receber mais 1,5 bilhão de reais neste ano gerado por tributos sobre o dinheiro de brasileiros no exterior. “Se os recursos não vierem, o déficit chegará a 500 milhões de reais”, afirma Pedro Schneider, economista do Itaú.

O que está por trás do rombo das prefeituras? Em primeiro lugar, a incapacidade de gerar receitas próprias. Há uma enorme dependência de repasses dos estados e da União para fechar as contas. O problema vem da Constituição de 1988, que atribuiu aos municípios a responsabilidade pelos serviços básicos de saúde e educação, mas deu pouca margem para arrecadação de tributos – a maioria dos fiscos municipais vive de cobrar o imposto sobre serviços e o imposto predial e territorial urbano.

O resultado é que mesmo as maiores cidades brasileiras não conseguem ser autossustentáveis. É o que diz um estudo da consultoria Macroplan, com indicadores fiscais dos 100 maiores centros urbanos, que concentram 39% da população e 50% da riqueza produzida no país. Nessa tropa de elite, apenas seis cidades arrecadam mais do que recebem via repasses.

Em 2015, as transferências para as 100 maiores cidades somaram 91 bilhões de reais, 19% mais do que a arrecadação própria com impostos. E, como a crise econômica afetou todas as esferas, essa fonte de receitas também minguou: somente em 2015 a queda foi de 6%. “As grandes cidades não estão quebradas”, diz Glaucio Neves, diretor da Macroplan. “Mas, sem uma agenda de melhorias de gestão, elas poderão ter problemas fiscais sérios”.

Elevar a arrecadação de tributos para reduzir a dependência é uma intenção de muitos prefeitos empossados em janeiro. Em Fortaleza, onde, para cada 1 real que a União e o estado do Ceará investem na cidade, a prefeitura levanta 56 centavos, em janeiro o prefeito reeleito, Roberto Cláudio (PDT), anunciou um mutirão para aumentar as receitas. A meta é juntar 250 milhões de reais em 2017, o equivalente a 5% do orçamento anual.

No pacote estão inovações como medidas para simplificar a abertura de negócios, processo que deverá ser online a partir de abril, além do pagamento de um bônus de produtividade para os empregados do fisco municipal e da venda de permissões para erguer prédios que extrapolem os limites do Plano Diretor. “Há uma dezena de projetos de grandes edifícios sendo avaliados pela prefeitura”, diz Cláudio.

“Em apenas dois deles, a previsão é arrecadar 37 milhões de reais”. Sem o dinheiro extra, será difícil cumprir as promessas de campanha, que incluem a construção de um hospital com 200 leitos, quatro policlínicas e um corredor de ônibus do sul ao centro de Fortaleza. Em situação mais favorável, Cláudio se elegeu pela primeira vez em 2012 com promessas como tapar todos os buracos da cidade em um ano e erguer 11 clínicas – marcas que não cumpriu. “Por causa da crise, agora tive de fazer promessas mais parcimoniosas”, diz Cláudio.

Declarar guerra aos devedores é outra saída de muitas prefeituras. Em Curitiba, o prefeito Rafael Greca (PMN) quer informatizar a cobrança aos inadimplentes. “Há 200 000 processos de devedores parados na gaveta”, diz Greca, que alega ter recebido a prefeitura com 1,2 bilhão de reais de restos a pagar deixados pela gestão anterior. Segundo o ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT), isso ocorreu por causa da crise. “A demanda pelos serviços de educação e saúde cresceu por pessoas que antes eram atendidas pela rede privada, mas nossa receita caiu”, diz Fruet.

Como se não bastasse depender muito de um dinheiro sobre o qual têm pouco controle, as cidades vêm expandindo as despesas num ritmo superior ao das receitas. Desde 2010, a arrecadação dos 100 maiores municípios cresceu 15% em termos reais. Já as despesas acumularam aumento de 18%. Na ponta, a consequência para o cidadão é um conjunto de governos com fôlego cada vez menor para investimentos de fato transformadores: apenas uma em cada seis cidades analisadas pela Macroplan consegue manter um saldo após a quitação das despesas.

A grande maioria fica apenas no feijão com arroz do orçamento: o cumprimento dos repasses previstos em lei para educação e saúde consome mais da metade dos recursos em dois terços das cidades. E, nessas condições, qualquer corte acaba sendo bastante sentido pela população. Em Belo Horizonte, onde 58% da receita tem algum destino previsto por lei, os secretários do prefeito Alexandre Kalil (PHS) estão às voltas com as consequências de um corte de 100 milhões de reais feito em 2016, na gestão de Márcio Lacerda (PSB). “Tiraram até a verba para os inseticidas dos abrigos de sem-teto, que agora estão cheios de percevejos”, diz o secretário de Finanças da capital mineira, Fuad Noman.

A evolução dos indicadores sociais nas maiores cidades do país reflete a anemia de recursos. Os números melhoraram, mas ainda estão muito aquém do desejável. A mortalidade infantil – que caiu 33% de 2004 a 2014, de acordo com o levantamento da Macroplan –  segue em 12 casos por 1 000 habitantes, alta até mesmo para padrões latino-americanos. No Chile, a taxa é de oito casos.

O volume de esgoto tratado, que subiu de 41% para 50% de 2005 a 2015, é ainda uma vergonha – o enorme volume sem tratamento está entre as causas de epidemias como dengue e zika que infestam as cidades. O problema é que, daqui para a frente, tudo indica que o avanço lento da qualidade de vida não vai mais ser tolerado como antes. Os brasileiros estão mais críticos em relação aos serviços públicos que recebem.

Uma pesquisa do Instituto Ipsos em 72 cidades mostra que a população se queixa mais dos problemas urbanos: em janeiro de 2015, a violência afetava 23% dos entrevistados. Em junho do ano passado, o índice foi de 27%. No mesmo período, a proporção que se queixou de mau atendimento médico subiu 4 pontos percentuais e chegou a 21%. Quem leva a maior parcela de culpa são os prefeitos: para 48% dos entrevistados, o trabalho deles é ruim ou péssimo.

A nota é pior do que a do presidente da República e a dos governadores, que receberam, respectivamente, 44% e 43% de ruim ou péssimo na pesquisa do Ipsos. A bronca maior com os prefeitos se deve ao fato de esse ser o cargo executivo mais próximo do cidadão – e o primeiro alvo quando a violência sobe ou a saúde vai mal. “O prefeito é quase como um síndico de prédio: todos esperam dele alguma solução”, diz Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos.

Privatizações

Diante de uma população cada vez mais impaciente, e de menos recursos para agradá-la, fechar parcerias com a iniciativa privada entrou na pauta dos prefeitos que tomaram posse em janeiro. Em São Paulo, João Doria (PSDB) espera privatizar o Centro de Exposições do Anhembi e o Autódromo de Interlagos ainda em 2017 e fala em conceder parques e cemitérios a gestores privados. A ideia é cobrir um buraco deixado no orçamento planejado para este ano pela gestão anterior. “Há 2,4 bilhões de reais em despesas sem cobertura neste ano”, diz Caio Megale, secretário de Finanças de São Paulo.

No Rio de Janeiro, o governo de Marcelo Crivella (PRB), além de conceder ativos como o Teatro Municipal, o Museu da Imagem e do Som e a estatal de iluminação pública RioLuz, quer municipalizar o estádio do Maracanã e o serviço de água e esgoto na cidade para em seguida fazer parcerias público-privadas com esses ativos. Também quer vender a carteira de dívida da prefeitura por 300 milhões de reais – a transação financeira depende de uma lei passar pelo Congresso, o que não tem prazo para ocorrer. Tudo isso para driblar uma arrecadação que não para de cair. “Deveremos arrecadar 26 bilhões de reais neste ano, 9% menos do que havia sido previsto no ano passado”, afirma Maria Eduarda Berto, secretária de Finanças da prefeitura carioca.

Além de repassar para a iniciativa privada a gestão daquilo que não é essencial, há prefeitos buscando parcerias inclusive para o coração da máquina pública. Em Porto Alegre, capital que também está sofrendo os efeitos da crise nos cofres do governo estadual, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) enxugou o número de secretarias de 37 para 15 e criou uma só para avaliar oportunidades de parcerias privadas nas demais – medida também tomada pelos prefeitos de Curitiba e Fortaleza.

Para gerenciar uma prefeitura que, nas suas contas, gasta 13% mais do que arrecada – número que o prefeito anterior, José Fortunati, contesta, dizendo que é inflado -, Marchezan Júnior aplicou um limite de 9 300 reais aos salários de cargos comissionados e busca bons nomes da iniciativa privada para ocupá-los. Um dos primeiros atos de seu governo foi a abertura do Banco de Talentos, um site de seleção de profissionais. O projeto foi desenvolvido em parceria com a consultoria Falconi e com o Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável, projeto da organização social Comunitas para melhoria da gestão pública.

Desde janeiro, o site já recebeu mais de 6.000 currículos e de lá saiu a nova diretoria inteira da Carris, empresa que gere o transporte público na capital gaúcha. Entre os selecionados estão ex-alunos de universidades prestigiadas dos Estados Unidos e da França e sem filiação política. “A prioridade nas nomeações é de profissionais que saibam fazer mais com menos recursos”, diz Marchezan Júnior. Disposição para ser austero e criatividade nas soluções é parte do receituário que os prefeitos vão ter de adotar para cumprir o que prometeram meses atrás nas campanhas. O cidadão, eles podem estar certos, vai cobrar.

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Cidades médias do Brasil inovam para crescer

Os prefeitos que assumirão o controle das cidades médias brasileiras terão pela frente um importante desafio: como manter-se na posição de polos de desenvolvimento do país em um cenário de crise? A resposta para essa questão está num caminho que o setor privado conhece muito bem: a inovação da gestão.

O trabalho para encarar esse desafio é intenso e demanda disciplina. É preciso entender as reais necessidades das cidades médias, desenvolver ações estratégicas que atendam a essas necessidades e encontrar novas formas de não apenas aumentar a capacidade de arrecadação da administração pública, mas também melhorar a gestão e a aplicação de recursos que já se encontrem disponíveis. Tudo isso com o objetivo de garantir um crescimento sustentável no longo prazo e resultados tangíveis em curto e médio prazos.

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Sucesso parcial

A consultoria Macroplan, do economista Claudio Porto, especializada em análises prospectivas, considera que  o governo de Michel Temer iniciou um ciclo de reformas e ajustes importantes, mas carrega recordes de impopularidade, apesar de manter força dentro do Congresso, montou quatro cenários para os próximos dois anos, que dão maior probabilidade de haver um sucesso parcial do governo. Eis os cenários:

Final antecipado: Temer não conclui o seu mandato, sofre impeachment – em face a provas avassaladoras da Lava Jato e perde sustentação política – ou é cassado pelo TSE e/ou é ‘atropelado’ por uma escalada de violência e/ou simplesmente renuncia.  Este cenário, já mapeado nesta coluna com base nas análises dos cientistas políticos Octavio Amorim e Carlos Pereira, antecipa um ambiente de imediata paralisia decisória com deterioração das expectativas econômicas e agravamento das tensões políticas. Há chances de emergir um quadro de ingovernabilidade, que coexistirá com fortes movimentos especulativos no mercado em meio a ‘surtos’ de pânico e forte instabilidade no curto prazo. Tem 20%  de probabilidade.

O segundo cenário é de um progressivo processo de ‘sarneyzação’: o Governo Temer só consegue realizar alguns ajustes econômicos pontuais e, consequentemente, perde a confiança dos mercados. Sua agenda de reformas é ‘desidratada’, especialmente a da previdência.

Acumula derrotas no Legislativo e enfrenta uma progressiva deterioração de expectativas dos agentes econômicos. Além disso, sofre seguidos revezes com ‘ondas’ de violência nas ruas e dentro dos presídios. O núcleo do Governo e de sua base de sustentação política sofre acentuado enfraquecimento com a crise da segurança e/ou a operação Lava Jato e ações correlatas, combinado com uma ampliação das práticas de fisiologismo e ‘varejo político’. ‘Aos trancos e barrancos’ o Governo Temer consegue chegar ao final, mas sem nenhuma influência nas eleições de 2018. A Macroplan estima em 30% a probabilidade deste cenário.

O terceiro cenário é de sucesso parcial:  o Governo Temer tira o Brasil da ‘UTI econômica’, implanta o teto dos gastos, emplaca uma reforma da previdência razoável, melhora o clima econômico e o Brasil acelera o crescimento a partir de 2018. A crise da segurança é contida, embora ainda exiba alguns ‘surtos’ (e sustos) ocasionais.

A fase mais aguda da crise econômica é superada, embora subsistam muitos obstáculos estruturais para um novo ciclo de crescimento sustentado, em face das resistências políticas a medidas mais drásticas e ao significativo passivo de problemas econômicos herdados. As dificuldades políticas decorrentes dos impactos da evolução da operação Lava Jato e eventos correlatos também criam embaraços a uma atuação mais desenvolta. A Macroplan considera que atualmente este cenário tem uma chance de 40%, sendo o mais provável para 2017-2018.

Finalmente, um cenário de sucesso amplo é avaliado pela Macroplan como o menos provável entre os quatro apresentados, com somente 10% de chance.  O Governo Temer não somente reanima a  economia, mas também viabiliza os ajustes econômicos e políticos essenciais e dá partida a um vigoroso ciclo de reformas, com grande melhoria nas expectativas econômicas, embora o saldo de desempregados ainda seja expressivo em 2018.

Fortalecendo-se, começa a enfrentar com desenvoltura e método a crise da segurança, impondo uma coordenação efetiva das iniciativas federais e estaduais para implantar medidas estruturantes. Esta mudança, em combinação com a reversão do ciclo econômico, leva o Brasil a retomar um crescimento forte a partir de 2018.  Temer deixa um legado de grandes reformas, mas sua popularidade permanece baixa, pois os principais efeitos benéficos dessas mudanças só aparecerão no médio e longo prazos. Um cenário difícil de se acreditar na conjuntura atual, mas não totalmente impossível de acontecer.

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Cenários de incerteza

A atual crise de segurança tornou-se uma questão  determinante nos  cenários delineados para o futuro do governo federal –  regularmente divulgados pela consultoria Macroplan, empresa especializada em estratégia e estudos prospectivos que acaba de concluir estudo que busca  antecipar se Michel Temer terminará o seu mandato e, isso ocorrendo – o que é mais provável – como será  o desempenho do governo nos próximos dois anos, baseados em tendências consolidadas e em incertezas com   potencial  desestabilizador do governo e de  sua base de sustentação.

A tendência mais provável,  pelo estudo da Macroplan, é que o país enfrente, no campo econômico, dois anos turbulentos,  com alta volatilidade e reduzida previsibilidade, especialmente este ano.  No campo político, é certo que Michel Temer não será um incumbente competitivo, se vier a ser candidato ? o que hoje parece improvável, diz a consultoria

Os cenários da Macroplan levam em conta ainda quatro fontes de incerteza.  No campo externo, o governo de Donald Trump e seu imenso potencial de perturbação e instabilidade com prejuízos para  o ambiente global de negócios. E no campo interno, a atual crise de segurança pública e do sistema prisional, os desdobramentos da operação Lava Jato e o julgamento pelo TSE de irregularidades do financiamento da campanha Dilma. São questões que podem  aniquilar candidaturas e lideranças políticas emergentes – em vários partidos, entre eles o PT e o PSDB.

O presidente da Macroplan, o economista Claudio Porto, destaca que a crise de segurança pública e do sistema prisional é um   ingrediente adicional de tensão que agudizou muito desde o final do ano passado, mas lembra que, neste campo é preciso se render às evidências apontadas por “sua excelência o fato” como dizia Ulysses Guimarães: “Há uma comoção nacional pontual em face das chacinas ocorridas nos presídios, mas a verdade é que a famosa  cordialidade  dos brasileiros é um engodo. Não há uma cultura de paz no Brasil. Há uma cultura da violência disseminada na sociedade brasileira. Basta atentar para o fato de que uma parte  considerável da população acredita que bandido bom é bandido morto”, afirma.

Estudo da Macroplan divulgado no final de 2016  – Desafios da Gestão Estadual – mostra que entre 2004 e 2015 a taxa de criminalidade aumentou em 19 dos 27 estados brasileiros, –  com crescimento expressivo no Nordeste e Norte. Em 2015, a cada 9 minutos um brasileiro foi vítima de homicídio e de 2011 a 2015 o Brasil registrou um número maior de pessoas assassinadas do que na guerra da Síria no mesmo período. O Brasil experimenta uma escalada de violência que não é conjuntural e que tem forte potencial de se transformar em um problema de segurança nacional. ( Amanhã, os cenários)

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Soluções possíveis

A atual crise econômica impõe aos governos forte restrição orçamentária e demanda foco, método, coesão social e escolhas acertadas, um desafio pouco afeito ao perfil político predominante no Brasil, que tende a pulverizar ações com viés populista e obras físicas de utilidade duvidosa, ao imediatismo e à improvisação, à fragmentação da ação gerencial e ao micro gerenciamento das ações e recursos.

Atualmente, mais de 80% dos municípios do Brasil encontram-se em situação fiscal crítica, reproduzindo a atual crise fiscal dos Estados. O crescimento significativo da arrecadação no período 2004 a 2011 dificilmente se repetirá nos próximos dez anos e, dentro deste contexto, as soluções possíveis remetem a uma agenda com quatro itens: (I) foco na execução de estratégias prioritárias; (II) método e disciplina; (III) coesão gerencial do núcleo do governo; e (IV) dosagem das expectativas da população.

O primeiro item da agenda precisa ser formulado de forma dual, com medidas de curto prazo orientadas para a superação de problemas emergenciais e medidas  estruturantes, com resultados de longo prazo. A formulação desta agenda de medidas precisa ser baseada em estudos que indiquem a viabilidade técnica, financeira e política de cada uma e assegurem que as causas dos problemas sejam atacadas e deve ser traduzida em uma carteira enxuta de projetos que serão executados pelo governo ou em parceria com a iniciativa privada ou que componham um banco de projetos para capturar oportunidades futuras.

O segundo item diz respeito ao método de trabalho para evitar o improviso e o voluntarismo. Uma liderança firme, capaz de conduzir as mediações internas e externas ao governo é imperiosa para enfrentar a baixa capacidade de execução de projetos, esta determinada, em grande parte, pela má qualidade na formulação ou realização dos projetos, atrasos na execução e superestimação de orçamentos, fraco monitoramento, limitações na previsão futura da demanda para os serviços, conflito de diretrizes para a avaliação dos projetos e falta de capacidade técnica. A maioria dos problemas é de natureza gerencial e ocorre devido à baixa maturidade da gestão pública e pela falta de método de gestão de investimento público.

O terceiro item trata do papel medular do líder principal ao conduzir as decisões e ações, antecipando-se e comunicando as medidas mais difíceis para infundir confiança nos gestores e na sociedade.

Por fim, é primordial obter apoio da sociedade. Não adianta somente prestar contas. É indispensável avançar na comunicação com os diversos segmentos, utilizando as tecnologias de informação e comunicação, possibilitando que estes ajudem na solução. Dosar a expectativa das pessoas em relação à capacidade de entrega do Estado será um dos principais papéis dos líderes públicos nos próximos tempos.

Em momentos de maior restrição e dificuldade, as resistências às mudanças e medidas drásticas diminuem e aumenta a propensão à colaboração. É urgente agir rápido e voltar aos fundamentos da boa administração sem deixar de lado a política, mas fazer dela um instrumento de mediação de conflitos para superar as barreiras e viabilizar as entregas que realmente importam para a população.

 

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Goiás é o 3º estado com o melhor desenvolvimento social do Brasil, diz estudo

Empresas vão injetar R$4 bilhões na economia goiana e gerar mais de 50 mil postos de trabalho

 Goiás é o terceiro estado com melhor desenvolvimento social do País, entre 2004 e 2014, de acordo com estudo realizado pela consultoria Macroplan, com dados do IBGE e publicado no site da revista Exame. O índice de desenvolvimento social é baseado em indicadores como menor pobreza e menor desigualdade. O líder do ranking é o estado de Santa Catarina. A região Centro-Oeste é destaque com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ocupando a 4ª e 5ª colocações, respectivamente.

Uma das coordenadoras da pesquisa da Macroplan, a consultora Adriana Fontes, disse que a melhora na região também aconteceu devido ao desempenho do mercado de trabalho. ?Há elevada participação no mercado, elevada taxa de ocupação e baixo desemprego?, disse ela à revista Exame.

Em 2016, dados do Ministério do Trabalho mostram Goiás como o estado que mais gerou empregos no Brasil, mantendo a média dos últimos anos. Enquanto a maioria dos estados enfrenta grave crise econômica, Goiás cresce acima da média nacional e continua atraindo empresas e novos investimentos.

Nesta semana, o governador Marconi Perillo assinou protocolo de intenção para instalação de unidades de cinco empresas no Estado a partir de 2017. O investimento gira em torno de R$ 500 milhões e a expectativa é que 50 mil empregos sejam criados.

Com a captação destes investimentos, Marconi encerra o segundo ano deste quarto mandato à frente do Governo de Goiás com 44 protocolos de intenções assinados com empresas de capital nacional e estrangeiro, de médio e grande porte, que estão se instalando no Estado. Todos os investimentos privados captados por Marconi e formalizados junto ao governo, este ano, somam quase R$ 4 bilhões injetados na economia goiana, além de geração de mais de 50 mil postos de trabalho diretos e indiretos. ?É por meio da parceria entre setor público e privado que vamos vencer a crise, gerando emprego para a população?, afirmou o governador.

Goiás também virou referência em todo o País devido à sua rede proteção social, que é uma das marcas dos governos de Marconi Perillo. Programas como o Renda Cidadã e Bolsa Universitária inspiraram a criação do Bolsa Família e ProUni. Só o Bolsa Universitaria já contemplou em Goiás mais de 160 mil estudantes.

Neste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) usou outro programa social de Goiás como modelo. O Cheque Mais Moradia serviu de inspiração para a criação do Cartão Reforma, lançado em novembro, e que vai auxiliar famílias carentes na reforma de suas residências.

 

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SC é o estado com melhor desenvolvimento social no país

São Paulo – Santa Catarina é o estado com melhor desenvolvimento social no país entre 2004 e 2014, revela um levantamento feito pela consultoria Macroplan com dados do IBGE.

O índice com números mais recentes, de 2015, foi divulgado pelo IBGE apenas no mês passado, então a empresa utilizou os dados disponíveis para fazer o balanço no segundo semestre deste ano.

O estado está na liderança em dois dos três indicadores que compõem o índice de desenvolvimento social: menor desigualdade e menor pobreza.

Embora não seja a unidade da federação com a maior renda per capita, Santa Catarina tem menos disparidades econômicas entre seus cidadãos e, ao mesmo tempo, tem poucas pessoas nas camadas socioeconômicas mais baixas.

Além disso, tem a terceira maior renda domiciliar per capita do país, atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo. Os brasilienses ganham, em média, R$ 2.061, os paulistas ficam na faixa dos R$ 1.346 per capita e os catarinenses recebem R$ 1.339.

Em um cenário em que todos os estados apresentaram melhora entre 2004 e 2014 nos indicadores de desenvolvimento social, Santa Catarina manteve a liderança porque já estava com uma média bem acima dos demais em 2004 e também porque conseguiu aumentar a renda domiciliar da população.

O estado é o terceiro com maior aumento no renda, com crescimento de R$ 513 reais entre 2004 e 2014. Ficou atrás apenas do Distrito Federal e do Mato Grosso do Sul.

Segundo uma das coordenadoras da pesquisa da Macroplan, a consultora Adriana Fontes, o sucesso de Santa Catarina tem relação com o modelo de desenvolvimento econômico implantado no estado. “No estudo, quando se observa o desenvolvimento econômico, percebe-se que lá é mais distribuído, também com maior participação de pequenas empresas, menor taxa de desemprego e menor informalidade”, explica Adriana.

Destaques

Na década, o maior destaque é o estado de Roraima, que avançou 9 posições relativas no índice – saiu do 23º e foi para 14º, em contraposição ao vizinho Amazonas, que perdeu 11 posições no mesmo período, indo de 13º para 24º.

O componente que ajudou a elevar o índice do estado foi a distribuição de renda, já que essa foi uma das unidades da federação que apresentaram o maior crescimento de renda per capita. Tem também a menor população do país, com 514 mil pessoas no estado inteiro.

Um dos maiores destaques, contudo, foi a evolução dos estados do Centro-Oeste, especialmente Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que ocupam a 3ª, 4ª e 5ª posição no ranking geral de desenvolvimento social, respectivamente.

Segundo Adriana, a melhora na região também aconteceu por causa do desempenho no mercado de trabalho. ?Há elevada participação no mercado, elevada taxa de ocupação e baixo desemprego?, explica.

Rio e São Paulo

Já São Paulo e Rio de Janeiro, os mais influentes estados do país, despencaram no ranking. Eles foram impactados principalmente pela desigualdade de renda, que evoluiu muito pouco na década.

São Paulo caiu 5 posições, indo do 2º lugar em 2004 para o 7º em 2014. Já o Rio de Janeiro perdeu 7 posições, saindo do 4º para o 11º lugar no mesmo período.

O Rio de Janeiro foi o Estado que teve o menor crescimento no índice: foi de 0,539 para 0,714, seguido por Santa Catarina (de 0,720 para 0,926), que sempre esteve na liderança, e São Paulo (de 0,585 para 0,793).

Veja o ranking de desigualdade social no país e as estatísticas que o compõem (total de pobres, desigualdade de renda e renda per capita):

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Parque Tecnológico da UFRJ lança Plano Estratégico 2016-2045

A Macroplan apoiou a elaboração de um Plano Estratégico com visão de longo prazo para o Parque Tecnológico da UFRJ. O trabalho pretende criar um modelo inovador de atuação, ampliando a atuação do Parque para além das suas limitações de espaço físico. “É uma mudança conceitual que terá impacto importante no portfólio de serviços a serem prestados aos centros de pesquisa e empresas. Nesse modelo, o que importa não é apenas a proximidade física das instalações, mas também a intensidade do relacionamento e arranjos de cooperação entre as empresas, qualquer que seja sua localização”, explica Rosane Ribeiro, consultora da Macroplan que acompanhou a conclusão do projeto.

Outro aspecto relevante do Plano Estratégico é a noção de que a diversidade é mais importante para a inovação do que a simples diversificação setorial. “A diversidade é uma visão mais ampla porque incorpora multiplicidade de setores, portes, culturas e beneficia o ecossistema de inovação do Parque”, avalia a consultora. Com esse Plano, o Parque Tecnológico da UFRJ pretende colaborar com o alcance de inovações de alto impacto para empresas de diversos portes e setores com o mesmo protagonismo com que já atua no setor de Óleo e Gás.

Essa proposta de atuação foi desenvolvida com base em cinco principais demandas, identificadas em um diagnóstico gerado pela equipe da Macroplan: necessidades de ampliação de serviços de alto valor agregado, promoção de conexões dos atores do ecossistema do Parque Tecnológico da UFRJ, intensificação da rede de parcerias, maior oferta de espaços compartilhados e melhorias na gestão.

Entre as iniciativas previstas no Plano Estratégico está a ampliação da contribuição socioambiental do Parque, mediante a inovação em temas de interesse ambiental.

“Destaca-se também o desenvolvimento de um ambiente que estimule a interação entre os atores do ecossistema de inovação e intervenções urbanas e feiras culturais e gastronômicas, entre outros”, antecipa Ribeiro.

Plano Estratégico foi elaborado com base em cenários prospectivos

Segundo a consultora, todo o Plano Estratégico foi construído “a quatro mãos”. A equipe do Parque Tecnológico da UFRJ foi capacitada a cada etapa do projeto para construir o conteúdo do juntamente com a Macroplan. Dessa forma, foram elaborados quatro cenários possíveis para o futuro da instituição. O cenário de referência escolhido pelo Parque para o ano de 2045 apresenta contexto socioeconômico favorável com ambiente favorável à inovação. Para alcançar esse cenário, no entanto, o Plano prevê como ponto de partida uma retração nos investimentos de PD&I, devido à estagnação econômica e baixa inserção internacional do Brasil. “Por volta dos próximos 10 anos, um lento crescimento da economia mundial apresenta um ambiente favorável à inovação que incentiva os empreendimentos de base tecnológica e cooperação com instituições financeiras internacionais. Nos 20 anos subsequentes, então, o Brasil deve apresentar um crescimento econômico expressivo e maior inserção internacional, além de políticas públicas de incentivo ao surgimento de novos negócios inovadores que favoreçam o ambiente de negócios”, projeta a consultora da Macroplan.

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CNI inicia atualização do Mapa Estratégico da Indústria

As mudanças ocorridas no ambiente econômico e político nos últimos anos, no Brasil e no mundo, impactaram fortemente o setor industrial. Para contextualizar o Mapa Estratégico da Indústria aos desafios atuais e futuros, a Confederação Nacional da Indústria decidiu atualizar o trabalho realizado em 2012.

A Macroplan, que apoiou a CNI na elaboração da versão original do Mapa Estratégico da Indústria, está novamente colaborando com a instituição para atualizar o conteúdo do trabalho. “Passaremos por várias etapas até chegar a uma versão final e atualizada. Inicialmente, fizemos uma atualização preliminar do capítulo que trata das principais tendências mundiais e nacionais com impacto na indústria, e uma primeira proposta de ajustes nos fatores-chave, temas prioritários e objetivos do Mapa”, explica Éber Gonçalves, consultor da Macroplan que acompanha o projeto com a CNI.

Em novembro, a equipe técnica de CNI reuniu-se para debater a atualização do Mapa Estratégico da Indústria. O diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, fez uma exposição sobre as tendências que impactam a indústria brasileira. “Diretores, gerentes e analistas de todas as áreas puderam apontar novas implicações dessas tendências e também propor a exclusão, inserção ou adequação de fatores-chave, temas prioritários e objetivos do Mapa Estratégico da Indústria”, relembra Gonçalves. Segundo ele, as sugestões dos participantes serão consideradas no aperfeiçoamento da proposta de ajustes para o Mapa.

No encontro, o diretor da Macroplan Gustavo Morelli apresentou a primeira proposta de ajustes do Mapa Estratégico da Indústria. Os participantes elaboraram um exercício de revisão da proposta de ajuste de temas prioritários e objetivos do fator-chave do Mapa Estratégico da Indústria e analisaram o quadro geral de fatores-chaves. O evento também contou com um painel mediado por José Augusto Fernandes, Diretor de Planejamento e Estratégia da CNI, com a participação de Leone Andrade e Marcelo Prim, ambos do Sistema Indústria.

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Brasil Central: integração é opção para ampliar competitividade

Na última reunião do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central em 2016, governadores de quatro estados e o do DF, Rodrigo Rollemberg, aproveitaram para estreitar ainda mais os laços. Entre os temas, a possibilidade de compras compartilhadas, especialmente na saúde, entre as unidades da Federação participantes.

Durante o encontro, o diretor da Macroplan Gustavo Morelli mostrou os desafios dos estados, com base nos dados do estudo Desafios da Gestão Estadual, lançado pela consultoria recentemente. O recorte foi analisado com um destaque positivo: o Brasil Central hoje representa 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, maior porcentual já registrado. A região foi responsável por quase 80% do superávit da balança comercial brasileira em 2015.

De acordo com o estudo feito pela Macroplan, o Brasil Central está na terceira colocação entre as regiões na análise sintética dos 28 indicadores avaliados pelo IDGE, índice criado pelo estudo para medir a performance da gestão pública. ?O desafio da região é continuar a avançar especialmente nos campos da educação, infraestrutura e segurança para que em 2022 alcance os mesmos patamares das regiões Sul e Sudeste do país?, apontou Morelli durante a apresentação.

Conheça o estudo “Desafios da Gestão Estadual”

O diretor da Macroplan afirmou que ganhos contínuos de produtividade na gestão pública são fundamentais para acelerar os ganhos de competitividade da região, especialmente num ambiente de escassez de recursos. ?O momento é propício para inovações na gestão que ampliem a produtividade do gasto e a eficiência das políticas públicas. Há um déficit na gestão pública brasileira que permite ganhos em prazos relativamente curtos e o uso intensivo das tecnologias, inclusive de gestão, é chave neste processo?, avaliou Morelli.

A Macroplan foi a consultoria que apoiou a estruturação do consórcio Brasil Central desde a sua concepção até a sua efetiva implantação. Saiba mais

Foto e informações: site agenciabrasilia.df.gov.br