Plano Estratégico antecipa novo cenário para o Sistema Eletrobrás

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30/03/2010 | Assessoria de Imprensa
Transformar a Eletrobrás no "maior sistema empresarial global de energia limpa, com rentabilidade comparável a das melhores empresas do setor elétrico". Com esta meta o sistema Eletrobras contratou a Macroplan para apoiar a formulação do primeiro Plano Estratégico da empresa para o horizonte 2010-2020. Aprovado pelo Conselho de Administração da estatal em janeiro de 2010, o Plano trata do sistema Eletrobras em sua totalidade e dá um direcionamento para o conjunto das empresas associadas, explorando suas complementaridades.

O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz, ressaltou que a iniciativa é um marco na história do sistema Eletrobras. "O Plano teve uma elaboração participativa e alinha visões comprometidas com o projeto de alavancar a Eletrobras à condição de megaempresa, com presença global, capaz de liderar a expansão do setor elétrico brasileiro e alavancar o desenvolvimento sustentável do país", disse em entrevista à revista "Brasil Energia".

De acordo com o consultor da Macroplan Aluisio Guimarães, que participou da consolidação do Plano Estratégico, a estatal irá, pela primeira vez, atuar de forma integrada em energia e não somente em energia elétrica. "Além de uma atuação unificada, a Eletrobrás demonstra em seu Plano um compromisso com a rentabilidade, o que sinaliza uma forte expansão dos negócios da empresa, inclusive com atuação internacional", afirmou. 

O Plano Estratégico da Eletrobrás levou em conta quatro cenários do ambiente de atuação da empresa. O melhor cenário - "Expansão sem Restrições" - foi adotado como referência. Neste cenário o País vive um crescimento econômico alto e sustentado, ficando em patamar acima do mundial nos próximos 20 anos. Há forte expansão na demanda de energia elétrica e previsão de mudanças tecnológicas aceleradas, com gradual absorção do setor elétrico. As políticas governamentais permitem alavancar o sistema Eletrobras, sobretudo em razão de uma regulação estável e com regras claras, refletindo em viés de mercado para negócios de conservação de energia e eficiência energética com perspectivas de novos empreendimentos em geração, transmissão e distribuição. Há disponibilidade de recursos para investimentos e custos acessíveis.

Também está previsto neste cenário uma maior liberdade para a atuação da Eletrobras no mercado. Para o consultora Juliana Kircher, da equipe da Macroplan, o cenário eleito aponta a necessidade de um grande esforço de gestão e integração entre as 16 empresas associadas da estatal. "Será preciso planejar uma atuação integrada, coesa e sinérgica, com um forte alinhamento estratégico e atuação colaborativa entre elas", concluiu.