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A Petrobras é a maior empresa brasileira do ramo de energia. Em 2003, a Petrobras ostentava um faturamento de R$ 107,36 bilhões, valor pouco superior ao PIB do Estado do Paraná no mesmo ano. Nesse momento, a elaboração de um novo ciclo de Planejamento Estratégico tinha a responsabilidade e dimensão do porte que a companhia assumia no cenário nacional. Tecnicamente, a empresa tinha o desafio da auto-suficiência em petróleo e a possibilidade de exploração e produção de petróleo em águas cada vez mais profundas e ultra-profundas.
Para repensar a sua estratégia, a Companhia decidiu, com o apoio e condução da Macroplan, iniciar um processo de elaboração de cenários de longo prazo (horizonte 2015), macroeconômicos e energéticos mundiais, nacionais e da América do Sul, com focalizações para todos os negócios, para, em seguida, rever o seu Plano Estratégico baseado em novas premissas.
Petrobras iniciou seu processo de Planejamento Estratégico Corporativo, para o período 2004-2015, com a elaboração de cenários macroeconômicos e energéticos mundiais, nacionais e da América do Sul, com focalização para os negócios de exploração e produção de petróleo e gás, refino de petróleo, processamento e transporte de gás natural, e geração de energia elétrica e energia de fontes renováveis. Em seguida, utilizando a metodologia de planejamento sob cenários, a Petrobras elaborou o Plano Estratégico Corporativo 2004-2015 e os Planos Estratégicos de suas Unidades de Negócios 2004-2015. Associados aos Planos Estratégicos de Negócios, foram desenvolvidos os Planos de Investimento com um horizonte de médio prazo (2004-2010).
Todo o processo de elaboração de cenários, planejamento corporativo e das Unidades de Gás & Energia e de Abastecimento, além da BR Distribuidora, foram conduzidos metodologicamente pela Macroplan, no período de 01 de outubro de 2003 a 31 de maio de 2004, sob a supervisão geral de Claudio Porto (Diretor-Presidente da Macroplan) e coordenação executiva de Andréa Belfort (Consultora Sênior da Macroplan), além de uma equipe de consultores da empresa.
Na Petrobras, o Planejamento Estratégico é utilizado como efetiva ferramenta de gestão. A estratégia corporativa definida em 2004 teve como foco:
“Transformar a Petrobras em líder nos mercados de petróleo e gás na América Latina, atuando como empresa integrada de energia, com expansão seletiva na petroquímica e na atividade internacional e, ainda, desenvolvendo projetos relevantes no mercado de energias renováveis”[1].De fato, de 2004 até o momento, a Petrobras registrou grandes avanços nesses temas, entre eles (informações públicas retiradas do site da empresa):
1. expansão das atividades na América Latina e mercado internacional. Contribuiu para isso a expansão das atividades na Argentina, com a compra da Perez Companc, hoje Petrobras Argentina. Em 2008 a empresa investiu R$ 6,1 bilhões no mercado externo e hoje atua em 27 países
2. retomada dos investimentos no segmento de petroquímica. Em junho de 2008, Petrobras, Petroquisa e Unipar reuniram sob a Quattor Participações todos os ativos objeto do acordo de investimentos. A participação da Petrobras na Quattor Participações passou a ser de 40% do capital votante e total, distribuídos entre Petrobras e Petroquisa em 31,9% e 8,1%; respectivamente. Atualmente importantes projetos encontram-se em execução neste campo
3. investimento em energias renováveis, seja em bicombustíveis, entre eles o etanol e o biodiesel, seja em projetos de energia eólica para consumo próprio. A Petrobras prevê investimento de US$ 669 milhões até 2013 em projetos de energias renováveis, que incluem estudos e geração de energia elétrica por meio de usinas eólicas, solares e PCHs
4. aumento significativo da produção de petróleo nacional, antecipando suas metas de auto-suficiência, estimulado pelo aumento do investimento da Companhia, até 2008, de R$ 53,3 billhões.