"O governo de São Paulo está ampliando e melhorando o atendimento habitacional à famílias de baixa renda". A avaliação é do consultor da Macroplan , Leonardo Cassol, e se baseia em um panorama geral sobre a prestação de serviços para a secretaria de Habitação do Estado de São Paulo nos últimos quatro anos. Neste período, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) atendeu, segundo dados do portal do governo estadual, 54.610 famílias, entregando casas e apartamentos, ou com auxílio-moradia e também por meio de reurbanização de áreas degradadas. "Os dados refletem avanços significativos na gestão, com melhorias de execução dos projetos e remoção de alguns gargalos", analisa o consultor da Macroplan.
Além das unidades entregues, há um grande canteiro em construção pela CDHU ou através de repasse de recursos para prefeituras. De acordo com o portal do governo de São Paulo, a secretaria de Habitação assinou protocolos de intenções com prefeitos de 50 municípios para a reforma e melhorias de outras 7.762 moradias. Os empreendimentos serão construídos pelo Programa de Parceria com Municípios (PPM) e destinados a famílias de baixa renda . Pelo protocolo, os municípios doarão os terrenos e a CDHU repassará recursos para a prefeitura administrar as obras ou abrirá processo de licitação destinado a contratação da empresa que executará os serviços.
"A atual estrutura da CDHU que está viabilizando uma série de inovações é resultado dos investimento feitos no modelo de gestão", destaca Cassol. Desde 2009, a Macroplan apoia a CDHU em três frentes: no aprimoramento das práticas de planejamento e de gestão orçamentária, na implantação de um sistema de informações para a regularização fundiária de núcleos habitacionais e no monitoramento de projetos prioritários. Os projetos desenvolvidos com o apoio da Macroplan contemplaram a elaboração do orçamento de 2010 e a definição e implantação de um conjunto de medidas de gestão para melhorar a eficiência da CDHU, além de pesquisas para Identificar e apresentar iniciativas relevantes que contribuíssem com o Plano Estadual de Habitação.
"Os projetos da CDHU de fato merecem ser destacados e os resultados para a sociedade são muito positivos, principalmente se consideradas as muitas variáveis que impactam estes projetos. Além de problemas sociais e de infraestrutura, há problemas de natureza fundiária e jurídica. Boa parte do trabalho é desenvolvida em área invadidas e depende de aprovação e de autorização judicial - o que às vezes demora um ou dois anos. São questões estruturais que a CDHU está resolvendo com eficácia", analisa Cassol .
.