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| Macroplan e Eletrobras apresentaram caso de aplicação de estudo de Cenários |
Cerca de 150 executivos e especialistas da área de planejamento participaram no último dia 09/02, em São Paulo, do seminário Cenários 2012 - A volatilidade do ambiente econômico e o impacto nas organizações, que debateu os elementos que terão maior influência no crescimento do país nos próximos anos.
Organizado pela Harvard Business Review Brasil, o evento teve entre os palestrantes o presidente da Macroplan, Claudio Porto, o chefe da assessoria de Planejamento Estratégico e Desempenho Empresarial da Eletrobras, Bruno Barretto, o Vice-presidente de Marketing da Embraer, Luiz Sérgio Chiessio, o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, e um dos economistas mais importantes e influentes da atualidade, o professor de economia e política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy da Harvard University, Dani Rodrik. A piora da situação econômico-financeira mundial e os riscos de uma desaceleração do crescimento no Brasil foram o pano de fundo para o debate sobre os cenários de curto e médio prazo, um dos grandes desafios atuais das companhias. A Macroplan realizou para os participantes do seminário uma capacitação específica em construção e análise de cenários.
O presidente da Macroplan destacou que e a volatilidade do ambiente econômico é cada vez mais frequente. "Observa-se, ao longo do tempo, uma multiplicação e diversificação das fontes de incerteza, aumentando a complexidade da tomada de decisão empresarial". Segundo ele, nos últimos 30 anos, o mundo presenciou algo como 13 grandes descontinuidades econômicas, políticas, tecnológicas ou sociais - em média, uma a cada 3,5 anos - que abalaram governos, organizações e empresas. A série de mudanças na área econômica nacional impactaram diretamente negócios e governos. "A volatilidade é uma constante da era contemporânea mais recente e as empresas precisam se antecipar ao ambiente de crise. No mundo dos negócios projetar cenários ajuda a prever dificuldades e evitar surpresas. Com os cenários aumenta a capacidade das empresas, governos e empreendedores de se antecipar às oportunidades e riscos", observou Claudio Porto, sublinhando que, longe de serem uma espécie de adivinhação do futuro, os cenários são os instrumentos para se navegar melhor no mundo dos negócios, cada vez mais incerto e volátil.
Durante o evento, o presidente da Macroplan analisou inúmeros casos de empresas que foram abaladas ou se beneficiaram de rupturas ou descontinuidades decorrentes dos mais diversos tipos de eventos desde a crise da dívida na América Latina, em 1982, até a recente crise soberana do Euro, em 2011. Na crise subprime, em 2008, caíram empresas robustas como a Lehman Brothers, AIG, Fredie Mac, Fannie Main, Sadia, Araracruz, Chrisler e GM. Outras que se anteciparam à ruptura econômica se beneficiaram em meio à crise, como a Fibria, BRF, Berkshire Hathaway, Paulson Co. Inc. O caso mais emblemático é o da Royal Dutsch Shell, nos tempos dos choques do petróleo.