Boletim de Monitoramento Mensal dos Cenários - dez/11

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17/01/2012 | Macroplan
As incertezas provocadas pela crise econômica internacional e as políticas monetárias e fiscal praticadas pelo governo federal frearam o crescimento da economia brasileira em 2011. Os efeitos foram refletidos na renda média dos trabalhadores e no PIB, que deve fechar com crescimento de 2,87%, como mostra o Boletim de Monitoramento Mensal dos Cenários.

No entanto, comparado a outros países, especialmente os desenvolvidos, o desempenho Brasil destacou-se. O país tornou-se a sexta maior economia do planeta e registrou o 4º maior crescimento de exportações no mundo. As importações também aumentaram, porém o desempenho da balança comercial supreendeu os analistas.

Para 2012, más perspectivas para os Estados Unidos e a Zona do Euro devem reduzir o saldo entre exportações e importações brasileiras. Mesmo assim, a expectativa é que o Brasil tenha crescimento maior do no último ano, com o PIB ficando em torno de 3%. Para isso, o governo precisará reestimular a economia, priorizando iniciativas para aumentar a competitividade, elevando a taxa de investimento e produtividade, e realizando reformas estruturais.

Notícias e condicionantes de longo prazo

A sessão "Mundo Hoje" mostra a reação americana diante da crise, com aumento da produtividade. Já nos países europeus a saída tem sido investimentos públicos e a União Europeia já admite recorrer ao FMI. A taxa de desemprego na zona do euro chegou a 10,3%. As expectativas do mundo após a morte de Kim Jong-il e o crescimento indiano abaixo do esperado são outros destaques.

Os condicionantes de longo prazo trazem informações sobre o aumento da desigualdade em países desenvolvidos, a escassez de profissionais capacitados e a possibilidade de uma nova bolha digital. Sobre meio ambiente, o documento destaca que apesar de apoiarem o acordo na Conferência do Clima, EUA e China não assinaram o Tratado de Kyoto.

Impactos da crise na zona do euro sobre a economia brasileira são destaque na sessão Brasil Hoje, que também traz informações sobre investimentos de multinacionais no país e o ranking da Câmara do Comércio Internacional que aponta o Brasil como o mais protecionista do G-20. As notícias internas mostram que diminuiu a disposição da indústria em investir e contratar.

Para o Brasil no longo prazo, o Monitoramento mostra que a saúde é o maior problema da nova classe média. Investimento recorde da Eletrobras e o adiamento de investimentos públicos em infraestrutura são outros destaques.